Seu blog de Relações Públicas e Propaganda

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Olimpíadas Rio 2016: Contradição e um grande evento para melhorar a imagem de um país ferido

É notável que o Brasil sofre com uma crise política, econômica e existencial, e já faz tempo! A imagem do país para os brasileiros já não é boa e existe uma pressão muito grande por parte da mídia nacional, da população, sobretudo, das notícias que são exportadas para outras nações. O Brasil que teve em noticiários internacionais, por conta de escândalos de corrupção, por conta dos rebaixamentos e classificações como país pouco confiável economicamente, pelo impedimento da presidente Dilma Rousseff e, por último, por conta da desorganização das contas e obras das Olimpíadas do Rio de Janeiro, hoje, está respirando um pouco melhor por conta do que está sendo visto nas próprias Olimpíadas.

Nota...

De acordo com a organização dos Jogos, mais de 11 mil atletas competem na primeira edição dos Jogos Olímpicos da América do Sul e ainda, mais de 1 milhão de pessoas podem circular pela cidade do Rio de Janeiro durante as Olimpíadas. Um número gigante, tendo em vista o terror que se pintava em relação a violência e ao caos na segurança pública. 

Um país com dimensões continentais chamado Brasil!

Com tantos problemas institucionais, o Brasil encontrou redenção em um momento único. A abertura das Olimpíadas no Rio de Janeiro, que foi um evento a altura das proporções do nosso país e que não ficou devendo para outras memoráveis aberturas de Jogos Olímpicos. Alguns podem dizer: a política e as áreas essenciais (saúde, educação, transporte, segurança e afins) ainda estão na UTI. Concordo! 

O que eu gostaria de deixar bem claro é que este post não é uma defesa para a política do país ou uma cortina de fumaça sobre os problemas que vivemos diariamente, mas sim, um olhar voltado para a imagem do país após a abertura dos Jogos (alinhando olhares e expectativas). Se você quiser ler algo sobre política e contradições sobre a Olimpíada, leia o este artigo do Sakamoto - concordo com tudo que está lá (desta vez).

O vôo do 14 Bis foi ovacionado pelos brasileiros e contestado pelos americanos

Escolhas e Simbologia

Falar de simbologia é tocar nas escolhas que foram feitas para simbolizar cada elemento da história contada na abertura. Muitas escolhas felizes foram feitas! Iniciar pelo surgimento da vida, passando pelos primeiros habitantes do mundo, até chegar ao Brasil indígena e suas primeiras moradias, foi um belo pano de fundo para tudo que foi contado. 

Contar a história de um brasileiro ilustre como Santos Dumont foi, no mínimo, uma homenagem merecida e um ápice gigante para a história (que inclusive gerou indignação em alguns jornalistas americanos - mas, mil desculpas!). A escolha dos repertórios, da entrada das escolas de samba, o desfile de Gisele Bünchen, o hino nacional cantado por Paulinho da Viola e, até mesmo, a Anitta, que não fez feio ao lado de Gil e Caetano. Foram boas escolhas! Por fim, Guga, Hortência, para condução final da tocha e Vanderlei Cordeiro de Lima que acendeu os corações dos amantes de esportes e a pira Olímpica foi, sem dúvida, a melhor das escolhas, pela imagem de entrega total e superação desse esportista (a imagem do verdadeiro brasileiro)! 

O poder da imagem e suas contradições!

Fernando Meirelles, diretor artístico da abertura das Olimpíadas Rio 2016

Logicamente que a festa midiática é feita a partir da mostra de imagens positivas, regadas a música envolvente e com apelo forte ao mais popular dos repertórios. Tudo gera arrepio! Quando Fernando Meirelles escreve o que está nos tuítes acima, a imagem que se quer passar é que tudo que há de ser tratado será tratado na abertura, mas, entregando o que o público quer ver. Um espetáculo! 

Foto de Tércio Teixeira, feita do Morro da Mangueira, Rio, durante a cerimônia de abertura das Olimpíadas.

Mais uma vez, não quero falar de política, mas, gostaria de deixar claro que a mídia está com os olhares voltados para o que é notícia e nos faz esquecer, por alguns instantes, o que realmente acontece ao nosso redor. É muito normal que o espírito olímpico tenha tomado os corações de milhões de pessoas pelo Brasil, mas, é inegável que estamos vivendo uma dicotomia muito grande. A imagem que fica é a que os Jogos Olímpicos podem trazer o patriotismo e estancar, por hora, a ferida que o país deixou visível para o mundo todo. 

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Em ritmo de festa, SBT convida o público para criar novo comercial da Tele Sena

Já imaginou ver sua ideia transformada em um comercial de TV e ainda ser remunerado por isso? A emissora de Sílvio Santos divulgou essa semana um projeto inovador e, por que não dizer inusitado? A proposta é referente a criação da campanha de natal da Tele Sena. Sim, a galera já está em ritmo de festa e pensando no final de 2016. 

Silvio Santos em um dos sorteios dominicais da Telesena. Escorregou e seguiu o programa com muito humor, na ocasião!

Naquele esquema Sílvio Santos de interagir com o público (Má, Oeee) e premiá-lo pela sua participação, o homem do baú, por intermédio da equipe de marketing do SBT, lançou em um site de crowdsourcing, um projeto que procura escritores, criativos, estudantes e qualquer pessoa que tenha uma boa ideia para os comerciais que serão estrelados por uma personalidade brasileira e exibidos no final do ano.

Em parceria com o site Kaxola, os interessados poderão cadastrar gratuitamente suas ideias até o dia 7 de agosto, sendo que não há limite de ideias por participante. Você pode se inscrever em 11 categorias diferentes que variam de acordo com o tempo do comercial e a temática. As ideias serão analisadas pelo departamento de marketing e propaganda que escolherá os melhores que receberão “aviõezinhos” entre um a quatro mil reais (não, dessa vez não é em barras de ouro) e ainda irão brilhar na telinha da emissora no fim deste ano. A proposta é tão irreverente que só faltou um “Quem quer dinheiro?” para fechar o convite não é verdade?

Print do site parceiro da campanha - Kaxola.com

Esse tipo de interação é diferente do comum, principalmente se pensarmos que quando se fala em comunicação com o público, muitas marcas e profissionais lembram instantaneamente de duas palavrinhas: redes sociais! Nada contra essa ferramenta valiosa, mas vamos combinar que a proposta do SBT é diferente, pois promove um sentimento de pertencimento, ou seja, o telespectador não só interage com a marca e o produto, mas, participa ativamente do projeto e é remunerado por isso, não somente com a questão da premiação em dinheiro, mas, pelo fato de ver sua ideia sendo propagada pelo Brasil a fora.

Quer saber mais sobre o desafio? Quer tentar a sorte e participar? Clique aqui!

segunda-feira, 18 de julho de 2016

O que a RP Week nos ensinou? Uma heresia não aplicar!

Após ter sido chamado para a cobertura da maior semana de Relações Públicas do Brasil, a RP Week, eu fiz questão de anotar partes importantes do meu aprendizado, em relação ao evento, mas, mais do que isso, resolvi compartilhar tudo com você, que lê o RP e PP! 

Foi uma semana repleta de conteúdo relevante. Pronto! Aprendi que, mais do que passar algo, precisamos ter "Relevância". Não é o mais curtido ou o mais bonito que vence, mas, aquele que dá o melhor que tem para o seu público e, acima de tudo, mostra resultado efetivo.

Uma coisa que é muito importante em eventos é o networking. Cara!!! Meu filho, se você vai para um evento e não faz nenhum amigo ou, não sai de lá com contatos novos, infelizmente você jogou tudo no lixo. Essa de ficar andando em panela e não se aproximar de pessoas diferentes é uma burrada sem tamanho. E, vamo ser sincero... ir em um puta evento de Relações Públicas e não praticar Relações Públicas é um tiro de garrucha no dedão do pé! #FicaADica.

 Alegria moçada!!!

Estamos todos no mesmo barco. Exatamente! Quando falo que nós, enquanto Relações Públicas, estamos todos no mesmo barco, quero dizer que somos uma família, ou, temos muitas dúvidas parecidas, não importa a geografia ou a área que atuamos em RP. Ainda não somos vendedores o suficiente, ainda não somos executores o suficiente e ainda não sabemos como demonstrar o retorno das nossas ações o suficiente, mas, a RP Week e os movimentos de RP estão nos ajudando com esses tópicos. Vamos dominar o mundo!

É possível transformarmos conteúdos de outras disciplinas e profissões para melhorarmos a nossa vida! Então... fica tão claro, quando você assiste um Workshop da Ariane Feijó, que é totalmente possível beber de várias fontes para tornar a vida dos profissionais, uma vida melhor! Falar de Inbound Marketing, que é algo novo e muito bom, porém, possui suas camadas de gesso e falar de Inbound PR, que é algo mais novo e tão bom quanto, mas que tem em sua essência a flexibilidade e a inteligência de olhar para as pessoas como público e não como target, que tem como base as personas e as suas jornadas de compra. Não tem como não pensar em aplicar o que foi visto. É quase uma heresia!

Workshop com Ariane Feijó: Pare de falar com público-alvo e fale com Personas

Outra coisa que aprendi e que é tão simples, foi o fato de ter em mãos os velhos cartões de visita. Mas, Maurity, o mundo é digital! Não, meu filho, o mundo é Wow Line! Surpreender as pessoas com cartões e projetos legais faz uma diferença danada. Pensar no que você vai oferecer para quem está a sua volta é algo, no mínimo, humano. E ser mais humano é ser um bom Relações Públicas.

Várias mesas redondas com temas escolhidos a dedo

Ouça sempre os projetos das pessoas! Meu Deus!!! É uma heresia tamanha você ficar tentando vender o que você faz 100% do tempo e não receber nada em troca. Bicho, vou te falar uma coisa: se você vai a um evento de Relações Públicas e volta com a bagagem vazia de informações sobre as pessoas, vou te falar uma coisa: Você está fazendo isto errado! Fale sobre você, mostre o que você tem de melhor, mas, devolva a fala e torne tudo uma via de mão dupla. Não construa pontes! Elas são duras demais e podem não ter volta (só ida). Faça elos! Estes não se desfazem, são duradouros e dão uma ideia muito maior de comunidade.

Por último... 

Não se pode existir rixa entre RPs e PPs! Meu amigo... Publicidade é você escovar os dentes. Relações Públicas é você passar o fio dental. Se você não faz os dois, você pode ter graves problemas de saúde (bucal e de comunicação!). Aprenda a compartilhar, acima de tudo! Faça o bem. Seja solícito na fila do pão. Se encha de orgulho pelo que faz, mas, não seja inconveniente ao se vangloriar. Tenha em mãos o melhor que possa oferecer, assim, a RP Week se tornará RP Year, sendo fonte de inspiração para um ano todo de comunicação.

Desejo isso pra você, de coração!

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Conteúdo + Criatividade + Dados = Relações Públicas Digitais. Workshop com Amanda Takassiki e Florilson Santana #RPWeek

A tarde do quarto dia de atividades da RP Week, na Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo, foi, mais uma vez, repleta de informações e disseminação dos conceitos de Relações Públicas e o Workshop "Relações Públicas Digitais", com os RPs Florilson Santana, criador da página RP Depressão e Amanda Takassiki, criadora da maior fanpage sobre RP do Brasil, a RP Brasil. Com tantos cases pessoais na área de digital, a Amanda e o Floris (como todos o conhecem), encheram a plateia de informações e dicas relevantes.

Muitas discussões aconteceram e a apresentação se transformou em um grande bate-papo. Segundo os palestrantes, em consenso, não exite uma receita de bolo para fazer sucesso nas redes sociais, ou seja "não fique preso em ter que postar em horários estipulados por e-books ou publicações e estude o seu público-alvo", disse Amanda, sobre o fato de muitos social medias ou produtores de conteúdo ficarem presos às regras e se esquecerem de quem consome, de verdade, o que é produzido.

Várias dúvidas surgiram sobre impulsionamento de publicações, a utilização do humor para a produção do conteúdo, monitoramento e, até mesmo, como cobrar pelo serviço. A questão dos impulsionamentos foi abordada com uma dica que vai de encontro ao monitoramento do comportamento das pessoas em relação ao conteúdo - se o conteúdo obteve bom engajamento, sem um investimento, talvez valha a pena investir neste conteúdo para aumentar, ainda mais, o engajamento e o retorno da ação. A cobrança do serviço é algo ainda muito dolorido para o comunicador e isso ficou muito claro na exposição da Amanda e do Floris. "Algumas pessoas cobram pelas horas trabalhadas, outras, querem participar dos lucros das ações", disse Amanda.

Floris é exemplo de humor nas redes sociais. Ele atua de maneira super criativa à frente da fanpage RP Depressão. Ele explicou que o humor é uma estratégia valiosa e que já vem sendo utilizada com maestria por algumas páginas, como: Prefeitura de Curitiba, Giraffas, Esporte Interativo, entre outras. Ser criativo é uma somatória de fatores que passa pelo fato da pessoa ser curiosa, observadora, que opte pelos caminhos incomuns, que se inspiram nos acontecimentos atuais para fazer conteúdos sensacionais e, acima de tudo, de que façam das suas ideias uma realidade!

O conteúdo em redes sociais é algo maior do que só informar. É uma forma de fazer relacionamento e criar relevância. Ficou claro no workshop que a personalização dos conteúdos, de acordo com personas, que a constância e que a criatividade fazem parte das boas práticas de Relações Públicas Digitais. Floris e Amanda são exemplos vivos do sucesso de ações digitais e passaram, sem medo, conhecimentos e atalhos para quem participou da atividade.

Florilson Santana e Amanda Takassiki no Workshop "Relações Públicas Digitais"

No fim, a mão na massa!

Grupos foram montados para pensarem em ações de lançamento para a segunda temporada de Narcos. Muitas ideias loucas (no bom sentido) apareceram e, de uma vez por todas, confirmamos que o profissional de Relações Públicas é extremamente criativo. 

Um olhar diferente sobre eventos #RPWeek

Sabe quando você vai em uma palestra ou workshop e você quer ter uma expectativa legal, mas, quando chega no lugar e assiste a apresentação, você, simplesmente, descobre que existem vários olhares diferentes do seu sobre algo que parece ser comum, mas, não é!? Estou falando de eventos, mas, mais precisamente do workshop "Eventando" de um cara que eu gosto muito, que é o Tico Marcondes, um verdadeiro especialista.

Essa matéria sobre o Workshop "Eventando" é mais do que um emaranhado de informações sobre eventos, crescimento de mercado (que é inegável na área de eventos - um crescimento de 10% ao ano), é mais do que uma matéria pra dizer que falta gente preparada pra trabalhar na área (o Brasil é o sétimo país do mundo no ranking de eventos e possui uma cadeia de profissionais, ainda, com preparação defasada) e, pra finalizar, este artigo também não é para falar de cases e novas soluções (no Workshop falamos de cases de grandes empresas, como: Natura, Ford, Coral e soluções inovadoras, como: projeções mapeadas, hologramas, espelhos mágicos, brindes, etc).

Tico falou sobre suas experiências no Workshop "Eventando" - foto RP e PP

O olhar diferente sobre eventos

Hoje, vimos que eventos, além de acontecimentos, são ferramentas para aproximar públicos e, sendo assim, são desafios constantes, tanto emocional, quanto financeiramente e, acima de tudo, uma ferramenta de realização de sonhos e transmissão de propósitos. 

Perguntei pro Tico sobre eventos e disseminação de propósitos e ele me respondeu o seguinte.

Tico: Depois de 5 anos pedi demissão de uma agência pois estava triste com as movimentações mercadológicas - "fazer evento só para vender mais e sem disseminar propósitos, como os eventos esportivos, culturais, educacionais". Você pode transmitir valores, mesmo querendo vender! Precisamos ser um objeto de transformação para o mundo que está, cada vez mais, deixando as pessoas mais distantes e sendo mais individualista. Nós como RPs, temos que fazer Relações Públicas humanas e não só corporativas.

A RP Week vai até sábado e você acompanha as nossas atualizações do evento pelos nossos canais!
@blogrpepp, no Twitter!
Fanpage RP e PP!

Postagens mais antigas Página inicial

Copyright © RP e PP | Traduzido Por: RP e PP

Design by Maurity Cazarotti | Blogger Theme by RP e PP