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quarta-feira, 1 de abril de 2015

O Ministério da Saúde Adverte: Planeje a Sua Comunicação!

Logicamente que o Ministério da Saúde tem muito mais o que fazer do que ficar pedindo aos profissionais formados em comunicação, para planejarem o seu próprio core business. A brincadeira no título desse artigo é uma ação planejada e tem como discussão central, a reação que pode ocorrer, caso as mensagens que os comunicadores soltam no mercado, não sejam friamente calculadas.

Em pouquíssimo tempo, tivemos casos que saltaram aos olhos dos comunicadores e dos consumidores. Já se falou muito sobre a Skol, com a sua campanha de carnaval (apologia ao estupro). Já se falou bastante sobre os erros primários das marcas de camisetas do apresentador Luciano Huck (pedofilia e preconceito racial). Falamos da TIM e o comercial "ao vivo". Já espumamos o canto da boca de tanto comentar o caso dos esmaltes Risqué (machismo).



A comunicação está evoluindo para um patamar de públicos. Marcas que se comunicam como antigamente, para as massas, estão fadadas ao fracasso. Reputações inteiras estão em jogo quando falamos em erro de mensagem, ruídos de comunicação, mal entendidos e o que mais você quiser chamar esse movimento de bizarrices.

Comunicação integrada é isso! Planejamento holístico de uma comunicação que integra, entre outros esforços, a comunicação mercadológica, e essa, por sua vez, precisa ser testada e validada, assim como os produtos e serviços que são comercializados. Faço a analogia, aproveitando o título do artigo, de que: se a comunicação não for testada, efeitos colaterais gravíssimos podem ocorrer.

Fechando o raciocínio. 

Em um artigo anterior falamos sobre a dificuldade de se comunicar nos dias de hoje. Creio que o planejamento de público/segmentação precisa migrar para o que é chamado de análise de persona. Precisamos parar de analisar o público pela sua demografia, classe social, religião, faixa etária (eco!), gênero e grau de instrução. O planejamento deve contemplar situações reais da persona, ou seja: O que ela faz? O que ela sente? O que ela ouve dos amigos sobre o produto ou serviço? O que ela vê nos ambientes que frequenta e no que o mercado lhe oferece? Como ela se comporta em relação aos outros? Quais são os seus medos? O que a frustra? O que deseja e sente necessidade? O que dizem seus influenciadores?

Quando partimos para o campo das pernonas começamos a entender melhor o público, suas necessidades, expectativas, mas também, seus obstáculos e complexidades. A ferramenta é muito utilizada em planejamento de negócios, para o desenvolvimento de novos produtos e serviços, mas, nada impede que a comunicação beba dessa fonte que é muito rica e permite mapear a personalidade do público alvo, sanando ou diminuindo o risco de erros e ruídos.
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Um comentário:

  1. Concordo com você sobre o uso da persona também na criação das campanhas, acho que a ferramenta é uma boa maneira de evitar situações embaraçosas paras as marcas, além disso, uma campanha não deixa de ser um produto então nada mais lógico do que testá-lo antes de lançá-lo ao mercado.

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