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quinta-feira, 18 de junho de 2015

Vamos falar de sexo explícito!

Já faz algum tempo que venho, com uma vontade, quase visceral, de falar sobre sexo aqui no RP e PP. A grande coisa nisso tudo é que as movimentações estão me levando a dar ainda mais atenção nesse tipo de assunto e, vez em quando, vejo os mesmos erros, os mesmos parâmetros, as mesmas reclamações. Calma! Não é sobre orgasmo ou o tamanho do órgão genital, que também são tabus, mas sim, sobre sexo enquanto diferenciação de gênero.

O Brasil é um país que ainda não valoriza vários aspectos, sejam eles raciais, classe social/status, deficientes, homossexuais, mas, algo me chama muito a atenção nessa lista dos "diferentes", que na verdade são iguais perante as leis desse país, que é a mulher. O Brasil ainda possui, culturalmente, uma diferenciação entre homens e mulheres. Quando você vê uma mulher dirigindo um ônibus ou jogando futebol, por exemplo, o que passa na sua cabeça?

Aí que nasce o mi mi mi...

Falando explicitamente de sexo e mi mi mi, que é a grande chave para a relação pegar fogo, eu andei analisando rapidamente esta expressão e vi que ela serve como uma provocação, somente. Geralmente, em uma relação, nós homens fazemos coisas machistas e magoamos as nossas companheiras ou, simplesmente, não entendemos que a cólica que ela sente a cada ciclo menstrual é, de verdade, um empecilho para não sair, curtir um churras com a galera ou, até mesmo, para não ter relação sexual. Mi mi mi é a falta de respeito que o homem comete vestida e velada da mais medíocre ironia: "Pare de mi mi mi" - leia isso com uma cara de deboche.


Bom! Entendendo todo esse cenário de gênero, diferenciação, falta de valorização e mi mi mi, nós podemos abstrair para o mundo da comunicação. 

Quantas vezes, este ano principalmente, nós não presenciamos marcas cometerem erros primários e tratando como mi mi mi, as questões femininas? Será que realmente isso é visto como uma oportunidade de fazer campanhas decolarem, tendo como elemento de combustão a revolta das mulheres? Isso não é negativo? Isso pode ser positivo? Até que ponto essa postura pode ajudar ou atrapalhar uma marca? Fica a provocação!

A grande sacada (sem trocadilhos infames, por favor) é que isso vem acontecendo com frequência e a análise que eu fiz desses acontecimentos é que existe uma parcela de pessoas entendidas, que questionam e fazem barulho e uma outra parcela que se diverte e "compra" a campanha. Importante mesmo é respeitar o espaço do outro, e as marcas precisam entender que elas não serão esquecidas pelos seus atos, mas, principalmente, existe a necessidade de entender o público e a mensagem antes mesmo de jogar para o mercado.


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