Seu blog de Relações Públicas e Propaganda

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sexta-feira, 12 de maio de 2017

Curso aborda relação entre Comunicação e a técnica de Design Thinking

Destinada, principalmente, a gestores e assessores de comunicação e marketing, de empresas, agências de publicidade e jornalismo, a atividade objetiva capacitar os alunos na metodologia e nas ferramentas para uma comunicação com mais empatia e potencial de resultados. Os encontros ocorrem a partir dos questionamentos de como a comunicação pode ser colaborativa, como aplicar o Design Thinking na elaboração e implantação de uma estratégia de comunicação e como construir melhores resultados unindo Comunicação e Design Thinking.

Abordando os tópicos de Design Thinking, como ferramenta de inovação e geração de resultados para as organizações e a empatia como ponto de partida na busca de conquistas positivas, Caroline Bucker, diretora da Idealiza Tools&Methods, realiza o curso “A Comunicação gerando resultados através do Design Thinking”. Os encontros ocorrem nos dias 17 e 24 de maio, no Farol Coworking.



As inscrições para o evento podem ser realizadas pelo site www.farolcoworking.com.br/eventos. São poucas vagas, e associados da SEPRORGS e ABRP, além dos coworkers do Farol, têm valor especial. Mais informações podem ser obtidas através do e-mail contato@farolcoworking.com.br ou pelo telefone (51)3024-0048, diretamente com o Farol Coworking.

Serviço:

O que: A Comunicação gerando resultados através do Design Thinking 
Quando: 17 e 24 de maio; 
Horário: das 16h às 20h; 
Local: Farol Coworking – Rua Coronel Bordini, 487 – 3º andar, Porto Alegre; 
Inscrições: pelo site www.farolcoworking.com.br/eventos, com valor especial associados da SEPRORGS e ABRP e para coworkers do Farol. Vagas limitadas! 

Sobre a ministrante:

Caroline Bucker

Diretora da Idealiza Tools&Methods (www.idealizatm.com), Caroline é consultora, palestrante e autora. Mestre em Educação na PUCRS, é, ainda, pós-graduada em Gestão Empresarial pela PUCRS, Design thinker pela ESPM RJ, graduada em Publicidade e Propaganda pela UFRGS. Possui 20 anos de experiência em varejo, focada em diagnósticos de mercado, alinhamento de estratégias a oportunidades de mercado e aos valores de empresas varejistas, treinamento de equipes e acompanhamento gerencial em desenho e implantação de Planos de Ação com foco em resultado. Trabalhou com clientes como Saúde no Copo, Indiada, Ceat, XP Investimentos, e em parceria com consultoria Fator 8, Cantão, Farm, Shop126. Desde 2010 vem realizando e facilitando cursos e oficinas de design thinking, no RJ e RS (Tecnopuc/Crilab, Univates, Prime Sail), todos com resultados efetivos e práticos. 

Facilitou workshops na NRF em NYC para o grupo CDL , realizou Oficina criativa em março de 2016 no Evento de inovação SXSW em Austin/Texas em parceria com Lisa Jasinsky, palestrou na Economies of Experience em Londres e realizou mais de 50 Oficinas de inovação setorial com Sebrae no RS ao longo de 3 anos. Realizou, ainda, cursos no CDL /RS, na Reitoria da PUCRS, elaborou projetos de Design thinking com Lojas Renner, TJRS, CEAT, Artecola, Paquetá Esportes, Rede Marista e SESC RS. 

Sobre o Farol Coworking

Espaço de coworking localizado em Porto Alegre que valoriza o compartilhamento de ideias, o desenvolvimento profissional e a colaboração. Conta com uma estrutura completada pensada para atender as diferentes demandas profissionais. Possui um auditório para 25 pessoas, além dos espaços de trabalho, salas de reunião e sala de espelho para pesquisas qualitativas. Como diferencial, promove diversas capacitações, na maioria das quais o público escolhe o quanto doar para participar; rodadas de negócios, entre empresas de fora e os cowokers; e mentorias mensais para profissionais e empresas do Farol.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Victor e o seu próprio Black Mirror - o poder da contradição

Digamos que você está cercado. Você está sendo metralhado. Não tem um momento sequer que não esteja sendo observado. Mesmo quando está dormindo. Bom, não estou falando de fantasmas ou espiões treinados, mas sim, de pessoas normais em um ambiente comum. OnLine!

Bom, o primeiro questionamento é: como as pessoas notam as outras e como se viram a favor ou contra uma causa ou fato? Seria muito simples buscar resposta nos mais variados livros de sociologia ou psicologia, já que estamos falando de pessoas, mas, como tudo se transforma de acordo com o ambiente e com a agenda settings, é muito mais seguro analisar cada caso friamente. E esse é o grande desafio de todo comunicador!

Na semana passada, Victor, da dupla Victor e Léo foi acusado pela mulher de tê-la agredido. Em pouquíssimo tempo um clamor se formou nas redes sociais e várias pessoas começaram a tirar suas conclusões, do tipo: "Mas, com essa cara de santinho e batendo na mulher?" e "Como pode bater numa mulher grávida" e "Já não posso confiar mais em ninguém" e mais declarações que são impossíveis reproduzir por aqui. De outro lado jornalistas ou pseudo jornalistas comentaram o caso e emplacaram manchetes no país todo apontando o cantor como culpado, logo de cara. 

A série Black Mirror, apontada por muitos especialistas como "a série da década" destaca o mundo de hoje com um olhar perturbador, onde os seres humanos são vigiados e avaliados o tempo todo. A série mostra em episódios, muitas vezes descontinuados, a maneira como a opinião pública e as relações pessoais funcionam em um ambiente não tão diferente como as redes sociais. Por isso fiz a comparação entre o caso Victor Chaves e a série.

Referência da série com o case. A repercussão do caso e o poder da contradição na opinião pública

Esse movimento de julgar tendo poucos ou nenhum fato concreto é normal em casos como esses e forçam as partes envolvidas a tomarem ações resolutivas o mais rápido possível para reverter a situação. Victor, em seu próprio Black Mirror precisou tomar uma atitude rápida que atendesse a todos os seus stakeholders: público da dupla Victor e Léo, sociedade, Rede Globo (pois participa do programa The Voice Kids), familiares e, agora, a polícia. Enquanto tudo se desenrolava na primeira publicação acusando o cantor de se envolver em ato de violência doméstica, a opinião pública se movimentava ao redor de rumores.

No primeiro episódio de Black Mirror uma princesa é raptada e o seu algoz a faz gravar um vídeo pedindo o seu resgate. A exigência do sequestrador é absurda! Ele quer que o primeiro ministro transe com uma porca em rede nacional (isso mesmo que você leu. A série é maluca!). Em pouquíssimo tempo eles precisam tomar uma decisão e o impasse é criado (obedecer ou não obedecer as exigências? Como vamos salvar a princesa?). No primeiro momento eles tentam procurar o bandido e não realizar o pedido, mas, tudo dá errado e, enquanto isso, a opinião pública fica, em sua maioria, ao lado do parlamento e não apoia a ida do primeiro ministro ao estúdio para realizar o ato. Mas, o tempo passa e o prazo vai se esgotando e, assim, as pessoas mudam de posição, uma vez que a vítima está em perigo e tudo que elas sabem é que ela pode morrer se a exigência não for cumprida.

Frame da cena de Black Mirror - pressionado, o primeiro ministro aceita a condição do sequestrador

Poxa! Mas, você está comparando o caso do cantor com um sequestro e a exigência de um sequestrador que pede para alguém transar com uma porca? Não juvena! Isso foi só pra lembrar como a opinião pública é volátil. Totalmente dependente das atitudes tomadas e da imagem refletida pelos formadores de opinião (a velha retenção seletiva).

Falando do caso Victor, em pouco tempo, uma carta aparece e Poliana, mulher de Victor, publica uma carta desfazendo o mal entendido e isso é o suficiente para outra movimentação pública aparecer. Muita gente xingando a mulher e acusando-a de querer manchar o nome do cantor. Outras pessoas ainda, em comentários nos principais veículos de comunicação pedem para que o marido a espanque de verdade por ter faltado com a verdade. Uma verdadeira contradição!

Pronto. Esse é o ponto!

Não estou aqui para falar do teor da carta ou analisar se foi ela quem a escreveu ou não. Não estou aqui para dizer qual a parte correta da situação ou se a persona que temos do cantor Victor foi desfigurada no episódio, uma vez que não sou perito e não sei o dia a dia dos envolvidos. 

A contradição aqui é (e sempre será) o público. Em algum momento a porca pode ser usada para salvar alguém e, em outro momento, nunca. "Mas, nunca mesmo que vamos usar a porca!". Ou, no caso ocorrido... mas como ele foi capaz de fazer uma coisa dessas com uma mulher grávida? E, em outro momento... "nunca, mas, nunca mesmo que o Victor seria capaz de fazer isso com a mulher!". 

O caso agora segue com olhar especial da imprensa especializada em fofoca, segue com olhar especial da polícia e da Globo que, para blindar sua imagem soltou comunicado no último domingo, por meio do seu apresentador, André Marques. A Globo ainda decidiu continuar com a atração e, em um esforço de edição não mostrou o cantor Victor Chaves no seu último programa - a ação teve o objetivo de resguardar ambos os lados, até que o caso/a contradição se resolva.

Comentário publicado no domingo, durante o programa The Voice Kids: Exaltei o profissionalismo da Rede Globo em lidar com o caso e, assim como neste artigo, não utilizei linguagem beneficiando este ou aquele. Apenas fatos. Uma verdadeira aula de comunicação! 




sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Eventos Corporativos são tema de curso no Farol Coworking

Tendo em vista que as organizações estão buscando formas criativas para se relacionar com seus públicos, o curso “Eventos Corporativos: cenários e perspectivas” ocorre nos dias 15 e 17 de fevereiro, das 9h às 18h. A atividade tem como objetivos compartilhar conceitos de planejamento e execução; apresentar a gestão de eventos corporativos como ferramenta de venda ativa e estimular a criatividade e a inovação em eventos.



O evento abordará conceitos de eventos corporativos, a contextualização deste segmento, as diferentes tipologias de eventos e áreas de atuação, além de tópicos relacionados a negociação, orçamentação, criatividade e inovação. Tem como objetivo, ainda, auxiliar os participantes a trazerem resultados financeiros para suas empresas a partir dos eventos.

Destinado a estudantes do curso de Relações Públicas, profissionais formados na área e produtores de eventos ou interessados em trabalhar com eventos corporativos, a atividade é realizada a partir de aula expositiva, diálogos em grupos e trabalhos práticos sobre reflexão de cenários e comportamentos, além de elaboração de projetos.

As inscrições podem ser realizadas pelo site www.farolcoworking.com.br/eventos. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail contato@farolcoworking.com.br ou pelo telefone (51)3024-0048, diretamente com o Farol Coworking. São poucas vagas, e coworkers e estudantes possuem valor especial.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Relações Públicas no Brasil: Estamos pavimentando!

Perto de completar mais um ano de existência no Brasil, as Relações Públicas passam por mudanças ferramentais, de metodologias, nomenclaturas (que aparecem quase que diariamente) e de ensino nas faculdades, tudo isso, acompanhado com o crescimento do mercado de comunicação, com foco em ações e planejamento de RP.

Vivo no meio de muitas discussões, algumas saturadas sobre o papel do relações-públicas em relação à assessoria de imprensa e, mais recentemente, em relação às rede sociais e a famigerada disputa por espaço no mercado de trabalho/valorização da profissão em relação à essas atividades serem exercidas por jornalistas e publicitários. Inclusive, muitos amigos reclamam das ofertas de emprego e por outras profissões estarem tomando conta do "lugar" de Relações Públicas, mas, a pergunta é: Você está preparado? As vagas oferecidas são convergentes às suas habilidades? Como você se apresenta para o mercado? Se existe algum gap em relação à qualquer uma dessas perguntas, você precisa mudar sua postura!


Aqui mesmo no RP e PP já falamos, por vezes, sobre a valorização da profissão e chegamos à conclusão de que somos uma profissão que muitos desconhecem e que precisamos realizar ações de conscientização e conhecimento das RP nas escolas e no mercado, mas, antes de tudo precisamos ser RPs dentro das nossas casas, com os nossos pais e parentes.

Uma profissão nova!

Em 1914, no Brasil, Eduardo Pinheiro Lobo dava início a uma área de Relações Públicas. Tratava-se de um engenheiro trabalhando como RP. Depois disso, temos trinta anos sem uma atuação relevante ou qualquer pesquisa importante sobre a área no Brasil, que teria só mais tarde com Cândido Teobaldo de S. Andrade, o primeiro RP, de fato, do Brasil. Estamos falando de uma profissão que está em construção, ou melhor, em pavimentação!

O caminho para Relações Públicas buscar sua valorização ainda é grande e isso passa pela participação do profissional em eventos, realizando bons projetos, sabendo vender e executar ideias. 


quinta-feira, 7 de julho de 2016

Papo furado? O que a comunicação tem a ver com a inovação?


Inovação, Desing Thinking, UX, Canvas, Persona, Doble Diamond, Startup, etc. Você já deve ter ouvido algumas dessas palavras ou expressões dessa onda de ferramentas e dos novos jeitos de se resolver problemas/criar soluções. Se não ouviu, por favor, pesquise! Bom... resolvi escrever este artigo pelo turbilhão de experiências que venho vivendo nesses últimos anos da minha vida, pra ser mais exato, nesses últimos quatro anos que estão sendo a base para um crescimento pessoal incrível!

Experiência

Após estes anos participando de semanas de empreendedorismo, eventos de inovação, weekends e até um programa de aceleração (Lemonade), resolvi, junto aos meus sócios, montar a nossa própria startup, iniciando uma nova empreitada, rumo ao caminho, sem volta, da incerteza. "Uma startup é uma instituição humana designada a entregar um produto ou serviço sob condições de extrema incerteza”. Essa é a definição de Eric Ries, autor do livro “Lean Startup”, não sou eu quem está falando.

Meus sócios: Felipe Malta e Cleiton Campano (startup Prove Tools)... após um momento de grande felicidade no Lemonade 3TM... perdoe a pose!

Em momentos de completa incerteza onde o empreendedor é o agente principal e o mercado é uma floresta negra a ser desbravada, a grande sacada é saber planejar. Mas, planejar na incerteza? Como? O primeiro passo é deixar claro que a sua ideia resolve uma dor de mercado. Valide e tente saber do seu público-alvo se o que você oferece é uma dor real. Se não for, pivote, ou melhor, realinhe a sua ideia.

Percepções

Após entender mais sobre o cenário das startups e de como a inovação pode ser trabalhada no dia a dia das pessoas, eu consegui coletar algumas percepções, mas, como sou um cara de comunicação, não vi nada mais forte do que isto que vou lhe contar! 

Sou relações-públicas e atuo em uma agência de comunicação, a Inspire, que possui dois anos de mercado e, nesses dois anos, sempre atendeu startups de segmentos diversos: de educação, telecomunicações à games. A partir dessas experiências, aprendi, junto aos meus amigos, sócios e companheiros de trabalho que muitas startups possuem algumas deficiências, como toda empresa comum, mas, que na ânsia de deixarem os seus produtos 100% alinhados com o que o consumidor espera, se esquecem de um detalhe importante: A Comunicação!

Sabendo dessas deficiências, busquei um depoimento de um cara que admiro muito e que trabalha com uma causa muito bacana. Veja o depoimento do Gabriel Ferreira, sobre a importância da comunicação no mercado das startups.

"Inovação e Tecnologia são as temáticas que dominam o universo das startups. A preocupação inicial dos empreendedores é o desenvolvimento das soluções e o modelo de negócios. Mas eu pessoalmente, até por vir de uma formação de administração e marketing, sempre dei uma importância fundamental ao Posicionamento Estratégico. De nada adianta um bom produto com um modelo eficaz se você não se posiciona no mercado. Quantas soluções tecnológicas melhores ficaram para trás devido ao posicionamento anterior de um concorrente direto. Comunicação é fundamental para o posicionamento, para a criação de uma identidade, para a construção da confiança, que é força motriz da ação dos consumidores em relação às suas compras". Gabriel Ferreira, da startup focada em doação de sangue, Salve Mais Um, classificada para a próxima fase do concurso BeDream da Bel Pesce.

Outro grande insight sobre a comunicação e os modismos que ela traz para este mundo de inovação (que já está cheio de modismos). É um tal de ficar gerando conteúdo a torto e a direita, sem um estudo prévio, ou pior, sem um objetivo claro que esteja ligado à uma estratégia/propósito. Veja neste depoimento abaixo do Jayr Motta. 

"Muito mais que só escrever em um blog, a comunicação deve ter face estratégica, funcionar para se relacionar com clientes, através de diálogos. Muitas vezes, a comunicação é usada como ferramenta genérica, mas, o ideal é ser estratégico e entregar valor para o usuário. Outro ponto importante e decisivo é pensar na perpetuidade dos nossos negócios, e isso passa pelo simples ato de fazer follow-ups pra saber se a solução está sendo utilizada e, mais do que isso, se o cliente está atingindo os seus objetivos com o que pensamos para ele (o popular Customer Success). A comunicação, no final das contas, é a cola de tudo!". Jayr Motta, co-fundador da YouExpert, startup do setor de educação.

Papo furado?

Outra coisa que consegui coletar em conversas informais, que sempre tenho com amigos empreendedores (os de verdade, não de palco) é que, internamente, não pode existir falhas e, para isso é importante ter um propósito e compartilhar este propósito com as demais pessoas da equipe, tornando os processos, uma cultura. Uma verdade que precisa ser disseminada é que, não existe mundo externo feliz, sem que, internamente, as coisas não estejam alinhadas. 

Então, mais do que produto, features, tecnologia e desenvolvimento, precisamos pensar na continuidade do que está sendo feito, já que é difícil captar, manter e fidelizar. Papo furado? Definitivamente, não!



quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Um samba chamado Relações Públicas! Dia Nacional das Relações Públicas

Hoje é dia das Relações Públicas. São 101 anos de história, de uma profissão que chegou ao Brasil com o engenheiro Eduardo Pinheiro Lobo. É uma história sendo construída, dia a dia, por pessoas engajadas e amantes da comunicação. São 101 anos de uma atividade muito nova e ainda pouco difundida, mas que já consideramos pacas.

Hoje também é dia do samba! Coincidência ou não, o samba e as Relações Públicas tem tudo a ver, já que comunicação é ritmo, cor, movimento, alegria, malemolência e improviso. Hoje, ao ouvir a grande intérprete da música brasileira, Alcione, tive a convicção de que RP e Samba são imortais. Ela cantava em alto e bom tom, dentro do meu carro, no caminho do trabalho: "Não deixe o samba morrer, não deixe o samba acabar, o morro foi feito de samba, de samba pra gente sambar". Coisa linda! 


Relações Públicas é algo que também não pode morrer! Uma das profissões mais humanas e voltadas para o bom relacionamento entre as pessoas, empresas, fãs, celebridades, marcas. É uma profissão nova, porém, de grande valor e que vem tomando corpo, a cada dia que passa com movimentos genuínos, como os conselhos que regem a profissão e protegem os direitos deste profissional, com as faculdades que possuem o curso e difundem o nome para milhares, com os blogs e sites especializados que sempre citamos aqui, com as iniciativas verdadeiras e inovadoras de empreendedores RPs (Todo Mundo Precisa de Um RP, RP Manaus, RP Salvador, RP Brasil, RP Depressão, RP School, Versátil RP) e é claro, não posso esquecer dos professores e profissionais, RPs de verdade, que lutam por uma classe mais forte, todos os dias.

Samba é festa. RP também. Samba, nem sempre é festa. RP também. Samba é harmonia. RP, nem se fala! Samba é cordialidade, na figura do mestre sala e exuberância que transborda nos passos da porta-bandeira. RP é gentileza e beleza, também!

Agradeço a você que sempre acompanha o blog RP e PP, que é um desses movimentos que buscam dar cor e foça para a atividade no Brasil. Agradeço aos meus amigos que sempre me dão aquele empurrão, quando as coisas parecem indo na contramão e deixo o meu muito obrigado aos meus mestres e aos meus alunos que sempre me ensinam a cada encontro! 

Sem vocês, não teríamos essa grande roda de samba chamada Relações Públicas.

Parabéns RPs!

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Elicer e Núcleo Digital desenvolvem atividades com estudantes e comunicadores!

Com o intuito de estimular a produção criativa por meios das novas mídias e tecnologia, o Encontro Literário do Cerrado (Elicer) insere o “Núcleo Digital” nas atividades da edição. O projeto é feito em parceria com a faculdade ESAMC e a agência Inspire, que farão a gestão das ações desenvolvidas. O Elicer acontece de 15 a 20 de novembro, no Center Convention em Uberlândia, com entrada franca

O Núcleo Digital vai contemplar oficinas voltadas ao público em geral, mas, principalmente, acadêmicos ligados ao curso de Comunicação Social – Jornalismo, Publicidade e Relações Públicas. “A iniciativa tem o objetivo de levar atividades com conteúdos de grande relevância para os alunos participantes do Encontro Literário. O intuito principal é fazer com que a troca de experiências, entre profissionais reconhecidos e os futuros profissionais, aconteça de forma verdadeira, tendo a prática como a principal aliada para que tudo aconteça”, disse o relações-públicas e professor, Maurity Cazarotti.

As vagas são limitadas de 10 a até 80 inscrições, dependendo da oficina. A programação será aberta com o Laboratório de Produção Web e cobertura do evento, onde os participantes poderão fazer a cobertura do Elicer e produzir conteúdo digital com fotos, vídeos e textos para alimentar as redes sociais do evento em tempo real. Serão três turmas entre as 14h e 22h. Também haverá oficinas de brainstorming, escrita e criação de fan fictions.


O jornalista e escritor, Pedro Popó, será responsável pela oficina sobre Jornalismo Literário na segunda-feira (16), às 19h. A atividade ocorre no Auditório 2. O mesmo local recebe, na quinta-feira (19), às 19h, a oficina de Processo Criativo. Na sexta-feira, Claudemar Silva, promove o Bate-Papo Literário, às 17h. 



Os interessados em participar do Núcleo Digital podem acessar e preencher o formulário de inscrição [Clique Aqui], marcando as atividades escolhidas do Núcleo. As inscrições também podem ser feitas no local do evento, contudo, sujeitas à disponibilidade de vagas.

Programação Núcleo Digital – Elicer

Domingo 15/11 
14h às 16h – Laboratório de Produção Web e cobertura do evento (10 vagas)
17h às 19h – Laboratório de Produção Web e cobertura do evento 
19h às 22h – Laboratório de Produção Web e cobertura do evento

Segunda-feira 16/11
10h às 12h - Aprendendo a ter ideias geniais! Oficina de Brainstorming (gerente de atendimento Cleiton Campano) (10 vagas)
14h às 16h – Oficina Escrever Bem Faz Bem (relações públicas Maurity Cazarotti) (10 vagas)
19h às 20h (Auditório 2) – Oficina sobre Jornalismo Literário (jornalista Pedro Popó) (até 80 vagas)

Terça-feira 17/11
14h às 16h – Aprendendo a ter ideias geniais! Oficina de Brainstorming (gerente de atendimento Cleiton Campano) 
17h às 19h – Oficina Aprenda a Escrever para Web (jornalista Matheus Rocha) (10 vagas)
20h às 22h – Oficina Criação de Fan Fictions (sócia-diretora Inspire, Paola Danyelle) (10 vagas)

Quarta-feira 18/11
10h às 12h - Aprendendo a ter ideias geniais! Oficina de Brainstorming (gerente de atendimento Cleiton Campano) 
14h às 18h – Oficina de HQ e Ilustração (publicitário Hugo Criativo) (10 vagas)
19h às 21h - Oficina Aprenda a Escrever para Web (jornalista Matheus Rocha)

Quinta-feira 19/11
14h às 18h – Oficina de HQ e Ilustração (publicitário Hugo Criativo) 
19h às 20h – (Auditório 2) Oficina de Processo Criativo (Babi Castelani) (até 80 vagas)
20h às 22h - Oficina Criação de Fan Fictions (Paola Danyelle Diretora na Inspire) 

Sexta-feira 20/11
10h às 12h - Aprendendo a ter ideias geniais! Oficina de Braistorming (Gerente de Relacionamento da Inspire, Cleiton Campano) 
14h às 16h –Bate-Papo Criativo (relações públicas Maurity Cazarotti) (10 vagas)
17h às 18h – (Auditório 2) Bate-Papo Literário (Claudemar Silva) (até 80 vagas)
19h às 21h - Oficina Aprenda a Escrever para Web (jornalista Matheus Rocha)

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Evento na USP reúne a comunicação de modo diverso em experiência única. A 12ª edição do Ciclorama propõe explorar tudo que a comunicação tem a oferecer com uma programação inédita

O Ciclorama é um evento realizado pela Agência de Comunicações ECA Jr, da Universidade de São Paulo. Este ano, busca, de forma dinâmica, agregar, empoderar e possibilitar novas experiências aos seus participantes através de mini talk, oficina, mini curso, workshops e palestras.

Em sua 12ª edição, o tema “Tudo é Comunicação” irá explorar os “quês” e “comos” da comunicação, mostrando como ela está presente nos mais diversos assuntos, tais como ética, design, tecnologia, negócios e você.

Ciclorama USP

Em destaque está a presença de Augusto Nunes, colunista da Veja e apresentador do Roda Viva da TV Cultura, e Matheus Pichonelli, colaborador da Carta-Capital e blogueiro do Yahoo, em uma mesa de debate sobre liberdade de expressão. O evento também contará com uma palestra da Worldpackers sobre startups, uma oficina da Casa Locomotiva e um bate papo entre youtubers sobre a comunicação neste negócio.

Os diversos sorteios ficam por conta dos produtos da Credeal, DAC Papelaria, Editora, Molin, Editora Planeta, Summus Editorial, Teatro Augusta, entre outras. Além disso, ao final das atividades, haverá um coffee com a presença de marcas como Disnel, Doritos e SP Cupcakes. Tudo nos dias 03, 04 e 05 de novembro na Escola de Comunicações e Artes da USP.

Para mais informações, acesse o site (www.ciclorama.com.br) e o evento no Facebook (https://www.facebook.com/events/165958073748282/)

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Um evento histórico que você amaria participar! Epicentro.

Simplesmente pelo fato de ter o objetivo de levar pessoas loucas, os bons malucos, para um lugar, mais precisamente para o alto de uma montanha e jogar em cima da cabeça de todos eles uma enxurrada de informações, ensinamentos, jeitos de fazer e mais da melhor maluquice de todas, que é ficar junto de mais gente louca, esse foi o Epicentro, um evento louco pra mostrar que as pessoas podem ser melhores!

O Epicentro é um evento sem fins lucrativos, realizado pelo grande Ricardo Jordão (Biz Revolution), que conta com um monte de voluntários que se desdobram pra deixar tudo certinho pros mais de 1.000 participantes e também conta com uma estrutura organizada e não-palestrantes. Sim!!! Não palestrantes! A ideia é ter gente que faz e trabalha para resolver problemas reais e que estão dispostas a mostrarem os seus conhecimentos e o jeito de fazer empreendedor, e não ter mais palestras com mais de uma hora de duração onde são mostrados slides com gráficos e dados com relevância duvidosa. *Só pra constar, as apresentações do Epicentro possuem duração de apenas 18 minutos.

Outra coisa que chama a atenção é o pré-evento. 

Antes do negócio todo rolar, muita comunicação acontece. Um App oficial do evento avisa sobre as movimentações e novidades do evento. Uma delas, foi o fato do empreendedor poder ter o seu cartão de visitas impresso para poder distribuir no evento (fiquei entre os 100 e o cartão ficou bonitão! Nada de papel molenga e impressão mais ou menos) e outra foi a inscrição para o participante poder subir em um caixote e falar sobre o seu negócio, seus sonhos, expectativas com relação ao cenário atual, sobre o próprio evento, sobre tudo! Eu, espertão que sou, me inscrevi em todas as coisas que eu podia e participei de tudo (menos do Epicentrinho, claro, que foi um evento a parte para a criançada criar, aprender sobre empreendedorismo e se divertir). 

Cartão bonitão impresso pela gráfica oficial do Epicentro

Veja só minha subida no caixote do Epicentro! "Sobe no Caixote"

Subi no Caixote do Epicentro 2015




As apresentações foram uma surpresa mais que agradável e o modelo lembra muito as palestras do TEDx pela curta duração e alto impacto, já que o apresentador precisa de uma destreza grande para prender a atenção e passar a mensagem com eficácia. Posso dizer que não houve apresentação ruim e todas tinham sempre um final que me espantava, seja uma frase, uma imagem ou, até mesmo, um choro emocionado. 


Recomendo muito o Epicentro, que é um evento inovador, com grande impacto na vida pessoal e profissional de quem participa, capaz de promover network com gente de todo canto, além de acontecer em uma cidade linda e maravilhosa que é Campos do Jordão e com um custo de participação considerado por mim, irrisório - apenas R$150,00 por dois dias inteiros de evento. Ano que vem já tem data pra acontecer, aí, fica fácil se programar! Dia 24, 25 e 26 de setembro de 2016.

Pra quem não foi este ano, as apresentações estarão no YouTube em poucos dias. A organização deixará tudo aberto, inclusive todas as pessoas que subiram no caixote... e teve cada mensagem legal que vale muito a pena assistir aos dois minutos de cada um. Só gente do bem e louca, claro!

Meu agradecimento também vai para o pessoal do Hostel Campos do Jordão que acolheu toda galera de Uberlândia que compareceu em peso nesse Epicento. Prometemos levar ainda mais gente no ano que vem pra esse lugar que é cheio de história, vida e beleza! (ô cidade pra ser bonita!).

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Você sabe que é opinião?

E não é que as pessoas estão, cada vez mais, agressivas!?! Fiz uma pergunta que pode ser respondida facilmente, basta procurarmos nas redes sociais, a todo momento, o movimento de agressividade e a necessidade de se combater a tudo e a todos. A primeira frase deste post é uma opinião minha, emitida por meio de uma percepção real, por fazer parte do meu dia a dia e por se repetir, todos os dias nas redes, logo, existe algum embasamento. Mas, o que você pensa pode ser o contrário e eu respeito, só não concordo!

Esses dias mesmo eu fiz uma postagem sobre um case de comunicação e descrevi, com a minha opinião, o que se passou. Fui aplaudido e vaiado! Normal!!! As pessoas tem posições e repertórios diferentes dos nossos. 

RP e PP Opinião


Opinião é o que você tem, por conceito, ou até mesmo pré-conceito, sobre determinada coisa e, nessa matéria, podem acreditar, os pensamentos são livres. Percebeu que eu disse pensamentos? Então! Pensar pra falar cai bem. Logicamente, pra tudo existe o bom e o ruim e isso já dá uma boa "guerra de opiniões" - música boa e música ruim, filme, artista, governo, inclusive, existe opinião boa e ruim, acreditem! 

Se comportar como um patrulheiro e sair atirando as suas opiniões por aí não vai te fazer um notável ser humano, até mesmo porque as pessoas estão cansadas de tanta opinião. Atacar não é uma forma mais positiva de fazer valer o que você pensa, então, tenha sempre a certeza do que está falando, pesquise muito e analise os cenários!


sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Comunicação, propaganda e nostalgia #1

E que é que nunca teve saudades? Um amor que já se foi, uma fase da vida que marcou, uma música, uma propaganda? Uma propaganda???

Poxa, mas é claro!

A propaganda é um instrumento transformador e que pode mudar o jeito das pessoas olharem para determinado produto ou serviço e, com uma visão bem romântica da coisa, posso te dizer que esse tipo de comunicação fica na memória e é nostálgico, no bom sentido, relembrar essas coisas. Pois é!

Me lembro como se fosse ontem...

Copa de 2002 Coréia e Japão. Acordar de madrugada pra assistir os jogos. Uma comoção total em torno do futebol brasileiro e toda atmosfera que envolvia a seleção com craques como: Ronaldo Fenômeno (que na época ainda era Ronaldinho), Cafu, Roberto Carlos, São Marcos, Rivaldo, Lúcio, Roque Júnior, Ronaldinho Gaúcho, Denilson e outros grandes (o post não é pra lembrar a escalação toda, mas, tem nesse link aqui).

Brasil X Alemanha 2002

Outro destaque da copa foi (e sempre é) a propaganda! Meu deus, como essa época é boa e cheia de comerciais geniais. Eu imagino que o budget é investido sem dó nem piedade (risos) e toda criatividade é posta à prova e, por isso, sai tanta coisa boa (e sai coisa ruim também, mas, hoje não é o caso).

Queria lembrar e puxar na sua memória a propaganda da Brahma. A tartaruguinha! Criada pela F/Nasca, que foi considerada a agência do ano no Festival de Cannes, mais precisamente uma criação de Fábio Fernandes. Era um mascote simples, quase sem falas (Ihhhhhhhh - uma provocação corriqueira em rachões, após aquela caneta inesquecível), era inusitado e chegava a ser non sense, porém, tinha um carisma gigantesco e um alinhamento genial com a proposta da marca. Vamos relembrar!

Tátaruga né!


Gostou da nostalgia de hoje? Então manda a sua propaganda preferida também. A gente faz aquela resenha bacana e fala sobre ela. Deixa sua sugestão aí nos comentários e coloca também o link do comercial. Recordar e viver!



*Meu agradecimento ao sempre prestativo, contribuinte deste espaço e criador da marca deste blog Hudson Viana, que mandou o seu momento nostálgico pra mim. Valeu carinha que mora logo ali!

terça-feira, 25 de agosto de 2015

RP e PP News!

Caramba! Como uma onda no mar, que vai e que vem, as novidades também não podem parar de chegar. Nesta semana, este blog que vos fala iniciou mais uma empreitada, rumo ao título do prêmio TOP BLOG 2015. O RP e PP esteve entre os 100 melhores por quatro anos consecutivos e agora tenta, mais uma vez, entrar neste seleto hall. Para votar, você leva, em média 40 segundos e pode votar quantas vezes quiser! Então, se este blog é um dos seus favoritos, por favor, não deixe de dar o seu voto!

Link para a votação: http://www.topblog.com.br/rpepp
*Você também pode clicar no banner que está na coluna da esquerda.

Outra novidade é a minha participação no site Publicitei. Toda segunda-feira, um conteúdo novo sobre comunicação estará no ar neste canal, que é feito por profissionais e alunos de comunicação. Você pode acompanhar os outros artigos também! Tem muito material interessante e que pode servir para o seu dia a dia. 

Confira a primeira postagem que foi pro ar ontem, 24/08: COMO FAZER PARA O SEU POSICIONAMENTO NÃO TE MATAR? 

Como fazer para o seu posicionamento não te matar?

Neste post eu explico o que é posicionamento de uma forma didática, que pode ser colocada em prática no dia a dia de qualquer empresa e dou três dicas fáceis para você tirar do papel os ensinamentos contidos no post. Espero que gostem do material!


Curta a página do RP e PP no Facebook!
Curta também, a página do Publicitei!

quarta-feira, 24 de junho de 2015

A grande falácia chamada qualidade!

Serviço e produto de qualidade. Quantas vezes você já ouviu que uma empresa tem qualidade?Acho que, pelo menos umas dez vezes por dia! Contudo, o artigo de hoje, aqui no RP e PP vai te fazer pensar sobre Fatores Chave de Sucesso, que são pilares pra que qualquer empresa ou pessoa sobreviva em qualquer mercado. E o que a qualidade tem com isso? Tudo! E o mais legal é que você não vai fazer nada com qualidade, apenas riscar, de vez, do mapa e do discurso fraudulento e de total mal gosto da sua atividade.

Qualidade é um conceito antigo, que chega com mais força na era industrial, onde os produtos eram feitos para o consumo de uma massa que ainda não pensava sobre o verdadeiro significado da palavra QUALIDADE. Pra te fazer pensar melhor, o conceito de QUALIDADE era determinado e de propriedade dos grandes empresários e das grandes indústrias. Já dizia Henry Ford: "O cliente pode ter o carro na cor que quiser, desde que seja preto". 


Hoje, a determinação de qualidade fica a cargo de quem consome! Por isso utilizar o termo é de um mal gosto tremendo. Então, troque essa palavra, que já virou peça de museu por algo que o cliente realmente dá valor. A dica é: MAPEIE! Pesquise na sua indústria/setor de atuação, o que é valorizado pelo seu cliente e utilize esses valores como entregas reais, por exemplo: Tenho uma agência de comunicação e mapeei que os Fatores Chave de Sucesso são - Atendimento, Planejamento, Rapidez na Entrega, Criatividade e Comprometimento com Resultados.

Percebeu? A grande sacada é que todo esse composto mapeado, junto, torna-se a verdadeira ideia de QUALIDADE, pelo simples motivo de que a sua empresa está entregando o que o cliente necessita e com os valores que ele valoriza. Muita gente tenta conceituar qualidade sob vários aspectos, sejam eles pelo prisma do processo interno utilizado pela empresa, pela engenharia dos materiais utilizados (produto), pelas pessoas envolvidas nos processos (serviços), porém, tentar conceituar algo que está na cabeça e no coração de cada um, não dá!

Qualidade, pra mim, aqui no blog RP e PP é poder escrever pra você, um texto leve, sem muita enrolação, porque eu sei que você não tem muito tempo pra ficar lendo (e nós também concorremos com vários ótimos canais que também trazem muita coisa boa) e, acima de tudo, bom conteúdo! E pra você, o que é valor? 

Qualidade???? Conta outra bichão!

terça-feira, 9 de junho de 2015

Uma breve reflexão sobre a tecnologia e o afastamento das pessoas, por Rafa Goudard

Antigamente as pessoas viviam mais grudadas...
...os vizinhos conversavam nas janelas, nos supermercados, padarias e entre outros lugares. 

Na época não existia nem televisão, celulares, IPads, IPhones e telefones. 

As pessoas escutavam as notícias através dos rádios que ficavam na sala de cada casa. 

Com a chegada da tecnologia na vida das pessoas começou o afastar do convívio diário fazendo com que cada um vivesse no seu mundinho de uma forma diferente. 


Raramente, hoje, se vê amigos se encontrarem em "barzinhos" para jogar conversa fora e rirem um pouco sobre a vida...
...tudo agora e através do whatsapp. 

As pessoas ficam 24 horas conectadas com a internet que até se esquecem que existe vida fora das redes sociais. Os aplicativos, ao mesmo tempo, fizeram as pessoas se afastarem e tudo ficou artificial demais.

*Rafa Goudard é Administrador, músico, pianista, escritor, poeta, cronista e compositor de Uberlândia-MG. O Rafa nos enviou este pensamento, que é fruto da experiência vivida por ele e, em uma crônica rápida e de muito bom gosto, ele compartilhou seu sentimento conosco.

Conheça mais o Rafa! Instagram.com/rafagoudard

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Para entender o Snapchat. Não! Esse post não vai sumir em 10 segundos. Entrevista com a RP e Social Media Amanda Oliveira

De tempos em tempos, uma rede social surge para modificar o jeito de comunicar, seja entre pessoas, entre empresas ou entre empresas e pessoas. Esse movimento faz com que pessoas e marcas estejam em mais de um lugar ao mesmo tempo, sem fazer mágica! A grande magia, neste caso, é saber como tratar o público, entender as ferramentas e os seus propósitos e, acima de tudo, conseguir se sobressair em meio a tanta opção, em meio a tanta funcionalidade!

Hoje, vamos falar do Snapchat, uma rede social, no mínimo, diferente e, pra ajudar nessa missão, convidamos a Amanda Oliveira que é formada em Relações Públicas pela ECA-USP e pós-graduada em Teorias e Práticas da Comunicação pela Faculdade Cásper Líbero. Atua na área de comunicação desde 2005, tendo passado pelas áreas de assessoria de imprensa, comunicação interna e comunicação institucional, em agências e empresas. Desde 2010, tem atuado com foco em comunicação digital. Hoje, é coordenadora de social media na VML Brasil e ministra treinamentos in-company para agências e empresas que estão em busca de melhorar suas estratégias de redes sociais.

Vamos para o nosso bate-papo!?

RP e PP - Amanda, pra você, qual a utilidade do Snapchat para pessoas comuns e qual a maior utilidade da rede para as empresas?

Amanda -  Para a população em geral, o Snapchat é uma ferramenta de comunicação com amigos, que une as funcionalidades de um aplicativo de mensagens instantâneas com as funções de uma rede social. Com ele, é possível compartilhar fotos e vídeos curtos, tanto de forma privada quanto de forma pública. 

O principal diferencial desta nova rede é seu caráter instantâneo: tudo o que é compartilhado é gravado ou fotografado diretamente no app. Ela foi pensada para que pudéssemos compartilhar a vida ao vivo e para que nada ficasse registrado. O importante no Snapchat é o momento e nada mais. Para as empresas, essa característica abre algumas possibilidades para trabalhar a comunicação de forma mais transparente. Por meio do recurso "Histórias", é possível mostrar ao público, por exemplo, os bastidores de um evento, o processo de fabricação de um produto, o dia a dia de seus executivos etc. 

Além disso, o caráter efêmero das publicações faz com que o Snapchat seja uma boa ferramenta para conceder descontos, por meio de cupons que expiram após 24h de seu lançamento ou comunicar promoções e outras ações especiais. Além disso, é possível propor aos seguidores tarefas e desafios, que farão com que a empresa receba deste público "snaps" e tenha uma visão mais humana e verdadeira sobre o tema proposto. Estas são apenas algumas entre as inúmeras possibilidades que estão se abrindo com a adoção desta nova ferramenta.


RP e PP - O Snapchat é uma rede rotulada pela seu uso ser maior entre os jovens/adolescentes. Isso é verdade? Qual o verdadeiro público do Snapchat?

Amanda - As pesquisas confirmam que o Snapchat é usado, em sua maioria, por jovens de 18 a 24 anos. Mas, acredito que a adoção por outras faixas etárias é uma questão de tempo. Afinal, o aplicativo está sendo melhor compreendido agora. Até pouco tempo atrás, ele era visto apenas como uma forma de trocar fotos comprometedoras com seus amigos e isso acabou afastando potenciais usuários que hoje já estão entendendo melhor suas reais possibilidades.


RP e PP -  O Snapchat deu certo no Brasil? Existe espaço para a rede crescer em termos de conquista de usuários e, consequentemente, ser uma boa opção de mídia, como acontece com o Facebook, por exemplo?

Amanda - Acredito que, no Brasil, o Snapchat está em uma fase de pleno crescimento. Vejo que muitos profissionais que trabalham com conteúdo na internet, como blogueiros por exemplo, estão aderindo à rede e isso com certeza fará com que cada vez mais usuários se interessem por ela. Ainda há muito para crescer sim. Sobre a questão de investimentos em mídia, sinto que a ferramenta ainda tem muito a se desenvolver nesse sentido. Hoje, as métricas disponíveis sobre o consumo dos "snaps" são muito restritas, o que dificulta o convencimento na hora de propor e decidir em quais meios é mais recomendável fazer investimentos em ações especiais e anúncios. 

Mas, tenho certeza de que isso já está sendo analisado, pois com o lançamento da ferramenta Discovery, o Snapchat mostrou que não é avesso ao uso da rede por empresas. Quando esse amadurecimento acontecer, sem dúvida o Sanpchat será uma ótima opção de mídia para quem quer atingir o público jovem. E o Facebook sabe disso, tanto que já tentou comprar a rede no passado.


RP e PP - Aproveitando o gancho da pergunta anterior. Como as empresas podem aproveitar a rede para realizar negócios?

Amanda - No momento em que um usuário adiciona o perfil de sua empresa, você o adiciona de volta para que a comunicação aconteça. Isso abre um canal direto entre a empresa e seus públicos que pode ser usado para construir relacionamentos, prestar atendimento etc. Com uma comunicação planejada, contemplando ações de marketing direto, SAC 2.0, community management etc., é possível realizar negócios dentro da própria rede.

RP e PP - Sobre ações! Se você pudesse apontar um caso de sucesso, qual você apontaria?

Amanda -  Um case que ficou famoso foi o da WWF Dinamarca, que aproveitou o gancho da efemeridade das fotos da plataforma em prol de uma causa ambiental. A ação se chamava #LastSelfie e mostrava imagens de animais ameaçados de extinção, com a frase: "não deixe que esta seja minha última selfie". A história trazia também as informações para que os usuários pudessem fazer suas doações. A ação gerou um grande buzz fora do Snapchat, com cerca de 40 mil tweets em uma única semana. E a meta de doações foi batida também em sete dias. Uma combinação perfeita de: bom uso da plataforma, storytelling, conexão emocional e boa execução. (vídeo abaixo)


Informação!

Segundo o último relatório da comScore, o Instagram é a segunda rede social mais usada por pessoas entre 18 a 34 anos, com 43,1%, enquanto que o Snapchat vem em terceiro, com 32,9%, e esse número só cresce, devido ao desejo de compartilhar, de maneira rápida e simples, vídeos e fotos. A diferença é que, no Snapchat, a intenção é fazer isso com privacidade e de maneira direcionada. 

Nosso agradecimento à Amanda, que foi ligeira ao responder nossa entrevista e deu uma bela explicação sobre a rede. Desejamos muito sucesso pra você, Amanda! 

Gostou do post de hoje? Que tal contribuir com a gente e deixar seu comentário? Fale um pouco sobre a sua experiência com o Snapchat, o que acha dele... Espero que tenha gostado!

quarta-feira, 1 de abril de 2015

O Ministério da Saúde Adverte: Planeje a Sua Comunicação!

Logicamente que o Ministério da Saúde tem muito mais o que fazer do que ficar pedindo aos profissionais formados em comunicação, para planejarem o seu próprio core business. A brincadeira no título desse artigo é uma ação planejada e tem como discussão central, a reação que pode ocorrer, caso as mensagens que os comunicadores soltam no mercado, não sejam friamente calculadas.

Em pouquíssimo tempo, tivemos casos que saltaram aos olhos dos comunicadores e dos consumidores. Já se falou muito sobre a Skol, com a sua campanha de carnaval (apologia ao estupro). Já se falou bastante sobre os erros primários das marcas de camisetas do apresentador Luciano Huck (pedofilia e preconceito racial). Falamos da TIM e o comercial "ao vivo". Já espumamos o canto da boca de tanto comentar o caso dos esmaltes Risqué (machismo).



A comunicação está evoluindo para um patamar de públicos. Marcas que se comunicam como antigamente, para as massas, estão fadadas ao fracasso. Reputações inteiras estão em jogo quando falamos em erro de mensagem, ruídos de comunicação, mal entendidos e o que mais você quiser chamar esse movimento de bizarrices.

Comunicação integrada é isso! Planejamento holístico de uma comunicação que integra, entre outros esforços, a comunicação mercadológica, e essa, por sua vez, precisa ser testada e validada, assim como os produtos e serviços que são comercializados. Faço a analogia, aproveitando o título do artigo, de que: se a comunicação não for testada, efeitos colaterais gravíssimos podem ocorrer.

Fechando o raciocínio. 

Em um artigo anterior falamos sobre a dificuldade de se comunicar nos dias de hoje. Creio que o planejamento de público/segmentação precisa migrar para o que é chamado de análise de persona. Precisamos parar de analisar o público pela sua demografia, classe social, religião, faixa etária (eco!), gênero e grau de instrução. O planejamento deve contemplar situações reais da persona, ou seja: O que ela faz? O que ela sente? O que ela ouve dos amigos sobre o produto ou serviço? O que ela vê nos ambientes que frequenta e no que o mercado lhe oferece? Como ela se comporta em relação aos outros? Quais são os seus medos? O que a frustra? O que deseja e sente necessidade? O que dizem seus influenciadores?

Quando partimos para o campo das pernonas começamos a entender melhor o público, suas necessidades, expectativas, mas também, seus obstáculos e complexidades. A ferramenta é muito utilizada em planejamento de negócios, para o desenvolvimento de novos produtos e serviços, mas, nada impede que a comunicação beba dessa fonte que é muito rica e permite mapear a personalidade do público alvo, sanando ou diminuindo o risco de erros e ruídos.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Um cliente insatisfeito conta para 11 pessoas a sua insatisfação. Ah tá! Vai ver como é nas redes sociais... por Paola Danyelle

Melhoria do poder econômico e aquisitivo! Pessoas com maior acesso à internet e consequentemente às redes sociais! Plataformas e mais plataformas de interação caindo no gosto popular! Nesse contexto, várias marcas observaram uma oportunidade de se aproximar de seus clientes, promover interações e entrega de conteúdo. Na teoria a ideia é ótima! Estar próximo de seus clientes dialogando e interagindo com eles, mas, nem sempre as empresas conseguem fazer isso da melhor forma e o que poderia ser uma ferramenta de aproximação para as marcas, torna-se um pesadelo para a comunicação.

Recentemente temos vistos vários casos em que marcas consagradas escorregaram na sua comunicação digital e colheram espinhos ao invés de flores. Acontece que como as pessoas estão em redes sociais interagindo entre si e com as empresas, quando a comunicação gera outro significado ou ruído o fato não fica mais isolado e expande-se por todo o ambiente digital. Trata-se daquele velho conceito - Philip Kotler - de que um cliente insatisfeito conta para 11 outras pessoas a sua experiência negativa, mas, nas redes sociais essa escala se amplia, de tal maneira, que fica quase impossível mensurar a quantidade e o nível dos danos de imagem causados.

Campanha Risqué - Foto Divulgação

Poríamos citar vários casos de empresas que, simplesmente escorregaram, mas recentemente, vimos a Risqué, que foi criticada pelo nome escolhido paras os esmaltes da sua nova coleção, demonstrando como uma repercussão negativa pode, literalmente, se alastrar pelo ambiente digital e, em alguns casos gerar opiniões diversas. Outro caso recente envolve a TIM, que lançou um comercial mostrando os benefícios da sua internet em um comercial ao vivo, via 4G - tá certo que a comunicação foi off-line, mas, gerou uma repercussão negativa nas redes sociais, mostrando que os usuários do serviço não compactuam com tal qualidade demonstrada no comercial.

Tão grande foi a resposta dos internautas sob a alegação de que o comercial não retratava a realidade dos serviços que a própria empresa prometeu mostrar o making-off do comercial para demonstrar que o seu 4G, de fato funciona. Até o momento, nada foi apresentado (apenas um Making Of que não prova se a ação foi, realmente, ao vivo - veja).



Esses casos demonstram que, ainda que os profissionais de comunicação sejam os mais adequados e preparados é importante a presença de um profissional de Relações Públicas que faça o constante monitoramento das redes sociais para sondar o ambiente digital, prevenir de possíveis ataques e críticas às marcas entendendo a melhor linguagem e forma de engajamento de cada público e, principalmente, para gerenciar uma situação de crise como ocorreram nos casos citados.

terça-feira, 17 de março de 2015

Luciano Huck e o conflito entre marca x imagem pessoal - por Paola Danyelle

Você é a marca de si mesmo. Parece estranho, mas é isso mesmo nós somos. Nossa própria marca! E a maneira como nos portamos pode fazer dela um sucesso ou um fracasso. Para melhor ilustrar, vamos pegar, por exemplo, pessoas famosas. Elas utilizam seu nome e imagem para lançar e divulgar diversos produtos, certo? Mas a maneira como elas se portam pode afetar a imagem e percepção do produto e vice versa, ou seja, a recepção do produto pode afetar positiva ou negativamente a imagem daquela pessoa.

Um bom exemplo disso são as polêmicas acumuladas pela grife de roupas do apresentador Luciano Huck, a Use Huck, que em 2014, foi alvo de críticas por internautas, quando foi acusada de aproveitar do caso de racismo contra o jogador Daniel Alves, do Barcelona, para lucrar utilizando a expressão #somostodosmacacos. Recentemente o uso de modelos infantis com camisetas com frases como: “vem ni mim que eu to facin”, para o carnaval gerou repúdio do público que voltou a criticar o bom senso da marca.


O fato é que com essa repercussão negativa dos produtos da marca de Huck é inevitável que a reputação do apresentador seja prejudicada e, nesse caso, o trabalho de Relações Públicas para minimizar os danos, corrigir os problemas na gestão de imagem da marca e fortalecer os aspectos positivos do apresentador é algo necessário, buscando assim, fortalecer a imagem da pessoa, bem como a imagem da marca. 

Carta de retratação da marca sobre o caso.

“Por erro nosso, todas as artes de Carnaval (inclusive e infelizmente, esta arte) foram aplicadas sobre a coleção infantil e disponibilizadas no site sem a devida revisão. Assim que percebemos esse lamentável erro, imediatamente retiramos a imagem do ar e decidimos escrever essa carta para explicar tecnicamente o problema conjuntamente com um pedido de desculpa pela falta de bom-senso e pelo descuido. Obviamente, não fosse o erro, nem a USEHUCK, nem qualquer outra marca, teria a intenção de usar uma imagem como essa para vender camisetas ou para qualquer outro fim.”, Rony Meisler, CEO do Grupo Reserva.

Opinião!


No meio virtual onde o público expressa sua admiração ou repúdio as marcas, a gestão da imagem torna-se essencial, em especial quando a marca carrega consigo a imagem e/ou o nome de uma pessoa. Sua gestão deve ser criteriosa e a escolha da associação deve ser calculada, pois se trata de uma faca de dois gumes e que pode trazer benefícios ou prejuízos para um ou ambos os lados, afinal já dizia o ditado: “Uma imagem vale mais que mil palavras”.

sexta-feira, 13 de março de 2015

O profissional por trás da crise! Entrevista com Luís H. Deutsch, responsável pela comunicação da Me Gusta Picolés Artesanais.

Muitas marcas trabalham com as redes sociais para mostrar o seu trabalho, disseminar sua imagem e se relacionar com os seus públicos. Muitas vezes acontece algum problema e as redes sociais estão lá, mais uma vez, para dar suporte às mensagens.

O RP e PP foi em busca de um case fresquinho, ou melhor, gelado, para aprendermos um pouco sobre como comunicar em momentos de crise e entrevistamos o Luís Henrique Deutsch, que é responsável pela comunicação da Me Gusta Picolés Artesanais, que no início deste mês enfrentou um problema e se saiu muito bem. O caso aconteceu em uma das lojas da marca, onde dois clientes que, ao se beijarem, foram ofendidos por um segurança e tiveram que sair do estabelecimento.

"A Me Gusta possui um ano e meio de mercado e é uma loja própria que trabalha com a mesma equipe e a mesma produção para fornecer os picolés em alguns pontos de venda espalhados por São Paulo – sendo a maioria deles em feiras gastronômicas. Temos também, um quiosque na Praia Grande e outro em Valinhos (ambas cidades em SP)" contou Luís Henrique, que para a nossa surpresa é Relações Internacionais, mas, sempre trabalhou com comunicação.

Luís Henrique atualizando o quadro em frente a uma das lojas da Me Gusta. Foto: Acervo Pessoal

Comentamos e elogiamos na entrevista que foi enviada, que no caso da Me Gusta, a linha de comunicação possui uma linguagem rica, poética e descontraída nas redes sociais. O produto é mostrado de diversas maneiras e situações, porém, o bom humor nunca é deixado de lado. 

Entenda melhor na entrevista!

RP e PP: Como vocês ficaram sabendo do ocorrido? 

Luís Henrique: Pelas próprias redes sociais também. No Domingo, eu (gerente) e o Gabriel (sócio) estávamos em eventos externos. Chegamos para fechar a loja às 20h e encerramos o dia. Pela manhã da segunda-feira, acordamos com uma notícia estampada na nossa página: O jornalista Raul Perez havia postado o que ocorreu com ele em seu Facebook. 

Ele e seu namorado haviam sido advertidos pelo nosso segurança que não poderiam se beijar em nossa loja, pois aqui seria um ambiente familiar. Se sentiram mal e foram embora do local. Impotentes e tristes. Rapidamente, nossa página fora identificada como a da sorveteria em questão – o que gerou bastante repercussão negativa.

Logo que vimos os comentários, eu e o Gabriel (dono da loja) saímos em busca dos envolvidos – funcionários da loja e os que sofreram a discriminação, bem como amigos deles. Peguei o telefone e mandei algumas mensagens de desculpas. O Gabriel fez o mesmo.

Vimos também, que às 2h30 da manhã do Domingo, o Raul já tinha mandado um e-mail para a Me Gusta, com cópia para o Centro de Combate à Homofobia da Prefeitura de São Paulo. Respondemos esse e-mail mais formal.

A partir disso que começamos a pensar que caberia uma retratação.

Picolés Me Gusta - Foto Divulgação

RP e PP: Você quem escreveu o texto da retratação?

Luís Henrique: Sim. Conversei com alguns amigos, sentei na frente do computador e deixei as emoções fluírem. Foi de coração mesmo. Pedi para o Yuri Oshiro, meu amigo e um gênio das artes e do design, fazer a imagem. Ele a fez em 15 minutos. Me mandou, conversei com os sócios e mandei o texto.

RP e PP: Qual foi a dimensão do caso após a retratação? Como vocês trabalharam as mensagens negativas?

Luís Henrique: Estamos assustados com tudo o que aconteceu. A exposição é uma coisa doida. Não estávamos pensando em viralizar, mas, aconteceu. Graças a Deus, foi de forma positiva. Não imagina que seria TÃO bem recebido.

Não pensei em Gerenciamento de Marca, de Crise etc. Pensei que os meninos que foram ofendidos em seus diretos básicos tinham de ouvir uma retratação. Eles precisavam ouvir que alguém era o culpado disso. Nós éramos os culpados. E cabia a nós a imediata retratação.

Desde o começo foi positivo. As pessoas começaram a elogiar logo de cara. Em poucas horas, já havíamos superado 2000 likes. As pessoas estavam surpresas de ver uma empresa – que pensa só em lucro – estar falando que errou. Ainda mais numa coisa que ninguém quer errar. Não "tiramos o nosso da reta" e acho que esse ato corajoso chocou as pessoas – pro bem.

A internet também é bem ampla. Li as respostas negativas a isso e te garanto. Foram minoria! E mesmo se fossem maioria, gostei de algumas coisas em especial: o Raul me desculpou e meus amigos e minha família reconheceram a atitude como nobre. Isso que vale pra mim e para a Me Gusta. Saímos de cabeça erguida.

Sobre as respostas nos comentários, nós respondemos as perguntas até ficar insustentável. Agora são mais de 1000 comentários e não para. Achamos melhor brecar!

RP e PP: Qual a importância das redes sociais no trabalho da Me Gusta?

Luís Henrique: Completa. Até hoje, as redes sociais (Facebook e Instagram) são as únicas mídias em que fazemos propaganda de nossos produtos. Começamos de forma gratuita, e hoje financiamos alguns posts. Porém, desde o começo da marca e da ideia, fazemos todo o marketing da empresa por essa via.

Outro comentário que fizemos na entrevista foi que a comunicação é feita de uma forma muito humanizada e que não sentimos, em momento algum que, simplesmente, uma marca estava falando comigo, mas sim, havia uma pessoa que entendia muito de comunicação e de gente!

Visto isso, nós resolvemos entender como funciona o profissional por detrás da comunicação e perguntamos!

RP e PP: Luis, no que você pensa, no momento de escrever os textos que são publicados?

Luís Henrique (foto): Quando vou escrever textos para divulgar a marca, penso em ser bem-humorado e leve. Adoro quando estou lendo algo e deixo escapar uma risadinha involuntária no meu lábio. Não precisa ser aquela gargalhada, sabe? Uma risadinha de uma piada boba, um trocadilho, aquela música antiga escondida no texto. Quero que o leitor sinta a mesma coisa.

Às vezes escrevo bastante e sei que isso é um pecado para um redator publicitário (risos), mas gosto que um texto seja completo. Início, meio e fim. E que esse completo seja agradável para a leitura. Um prazer! 

RP e PP: No que a sua formação e experiência te ajudam no momento de executar o seu trabalho?

Luís Henrique: Sou formado em Relações Internacionais e pós graduado em Jornalismo Internacional. Trabalhei desde minha faculdade na área de comunicação. Fui repórter, assistente de comunicação, editor de site, organizador de eventos. Trabalhei com um pouco de tudo. Depois da minha pós, fiz um estágio em Tel-Aviv, Israel. Me especializei em Jornalismo de Guerra. Na raça, pois tive de ir acompanhar minha chefe em uma zona de conflito ativa, perto de Gaza.

Lá, em Israel eu vi que minha vocação era pra: 1. Escrever e 2. Trabalhar em momentos de crise. Eu sinto que na pressão é que eu funciono bem melhor. Essa experiência me deu know-how para manter o controle quando o barraco começa a desabar na cabeça. E eu, com uma calma irreconhecível, sou capaz de escrever um texto, ligar pra polícia e avisar a imprensa (risos).


RP e PP: Agradecemos muito a entrevista cedida pelo Luís Henrique. Ele nos respondeu em menos de 30 minutos na página da Me Gusta. Ele nos respondeu a entrevista no mesmo dia. Não tem como não achar muito bom um trabalho feito dessa maneira. 

quinta-feira, 12 de março de 2015

Sensacionalismo. Entenda porque o post de hoje não terá imagens

A comunicação é maravilhosa e a velocidade das informações já ultrapassou a velocidade da luz. Os olhos e os ouvidos ficaram mais atentos e a máxima que persistia no mundo da mágica, onde "a mão é mais rápida do que o olho" já não funciona mais. Temos inúmeros canais, mídias, formatos e um deles sempre me chama a atenção por ser rasteiro, baixo, sujo, mal feito e, mesmo assim, o mais acessado, assistido, comentado e aplaudido. O Sensacionalismo!

O post de hoje não terá imagens pelo fato de ser um simples parecer sobre o que vi nesta semana. 

Em Uberlândia, cidade do triângulo mineiro e onde resido, um fato chamou a atenção da mídia pela gravidade. Em um dos terminais de ônibus da cidade, uma senhora correu para tentar parar um ônibus que estava saindo da plataforma e, neste esforço, acabou caindo. Infelizmente, na queda, a senhora foi atingida nas pernas pela roda traseira do ônibus. 

Somente a descrição do fato já assusta. Sobre o fato, basta!

O que mais me assustou foi a postura da empresa de ônibus e também da administradora dos Terminais, que foi... mentir!

Em notas dadas por portais respeitados e que mostram o fato como tem que ser, como o G1, NESTE LINK, a empresa de transporte coletivo, Sorriso de Minas, deu nota falando que procuraria a família para prestar apoio. Conversei com uma das sobrinhas da vítima, inclusive, pedi permissão para fazer este post, e ela me relatou que nada foi feito até então. "Inclusive, uma das coisas que mais assustou foi o fato das pessoas não prestarem socorro e tirarem fotos, demostrando uma total inversão de valores", contou Hanny Angele, que é relações-públicas e sobrinha da dona Eurípedes Gonçalves de 76 anos.

Como relações-públicas eu penso que todo sensacionalismo, seja para falar de celebridades ou para estes casos mais sérios é uma falta de respeito. Infelizmente o "IBOPE" dessas publicações é imenso e altamente vendável. O outro lado da moeda é o comportamento das pessoas e da empresa diante o fato. O acontecimento se deu no dia 07/03 e até o momento nada foi feito, ou melhor, uma nota mentirosa de apoio foi veiculada na mídia, enquanto o correto seria apoiar no momento do acontecido, sinalizar apoio para quem realmente precisava, no caso, a família e à vítima.

Contei este caso hoje, porém, muitos outros acontecem a todo momento e o que mais marca esses fatos é o comportamento da sociedade, que é exatamente o contrário ao que se espera. Talvez tenhamos que falar de cidadania antes de discutir Relações Públicas. Talvez tenhamos que pensar sobre o nosso papel enquanto cidadão antes de falar de comunicação e crise de imagem. Talvez tudo isso tenha deixado você ciente sobre o motivo real deste post não ter imagem alguma.



*desejamos melhoras à dona Euripedes e que a família consiga passar por este acontecimento com fé em Deus e força. 

https://www.facebook.com/events/816768011729029/ - Link do protesto que acontecerá em Uberlândia, MG, no Terminal Central de Ônibus.
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