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quarta-feira, 13 de maio de 2015

Para entender o Snapchat. Não! Esse post não vai sumir em 10 segundos. Entrevista com a RP e Social Media Amanda Oliveira

De tempos em tempos, uma rede social surge para modificar o jeito de comunicar, seja entre pessoas, entre empresas ou entre empresas e pessoas. Esse movimento faz com que pessoas e marcas estejam em mais de um lugar ao mesmo tempo, sem fazer mágica! A grande magia, neste caso, é saber como tratar o público, entender as ferramentas e os seus propósitos e, acima de tudo, conseguir se sobressair em meio a tanta opção, em meio a tanta funcionalidade!

Hoje, vamos falar do Snapchat, uma rede social, no mínimo, diferente e, pra ajudar nessa missão, convidamos a Amanda Oliveira que é formada em Relações Públicas pela ECA-USP e pós-graduada em Teorias e Práticas da Comunicação pela Faculdade Cásper Líbero. Atua na área de comunicação desde 2005, tendo passado pelas áreas de assessoria de imprensa, comunicação interna e comunicação institucional, em agências e empresas. Desde 2010, tem atuado com foco em comunicação digital. Hoje, é coordenadora de social media na VML Brasil e ministra treinamentos in-company para agências e empresas que estão em busca de melhorar suas estratégias de redes sociais.

Vamos para o nosso bate-papo!?

RP e PP - Amanda, pra você, qual a utilidade do Snapchat para pessoas comuns e qual a maior utilidade da rede para as empresas?

Amanda -  Para a população em geral, o Snapchat é uma ferramenta de comunicação com amigos, que une as funcionalidades de um aplicativo de mensagens instantâneas com as funções de uma rede social. Com ele, é possível compartilhar fotos e vídeos curtos, tanto de forma privada quanto de forma pública. 

O principal diferencial desta nova rede é seu caráter instantâneo: tudo o que é compartilhado é gravado ou fotografado diretamente no app. Ela foi pensada para que pudéssemos compartilhar a vida ao vivo e para que nada ficasse registrado. O importante no Snapchat é o momento e nada mais. Para as empresas, essa característica abre algumas possibilidades para trabalhar a comunicação de forma mais transparente. Por meio do recurso "Histórias", é possível mostrar ao público, por exemplo, os bastidores de um evento, o processo de fabricação de um produto, o dia a dia de seus executivos etc. 

Além disso, o caráter efêmero das publicações faz com que o Snapchat seja uma boa ferramenta para conceder descontos, por meio de cupons que expiram após 24h de seu lançamento ou comunicar promoções e outras ações especiais. Além disso, é possível propor aos seguidores tarefas e desafios, que farão com que a empresa receba deste público "snaps" e tenha uma visão mais humana e verdadeira sobre o tema proposto. Estas são apenas algumas entre as inúmeras possibilidades que estão se abrindo com a adoção desta nova ferramenta.


RP e PP - O Snapchat é uma rede rotulada pela seu uso ser maior entre os jovens/adolescentes. Isso é verdade? Qual o verdadeiro público do Snapchat?

Amanda - As pesquisas confirmam que o Snapchat é usado, em sua maioria, por jovens de 18 a 24 anos. Mas, acredito que a adoção por outras faixas etárias é uma questão de tempo. Afinal, o aplicativo está sendo melhor compreendido agora. Até pouco tempo atrás, ele era visto apenas como uma forma de trocar fotos comprometedoras com seus amigos e isso acabou afastando potenciais usuários que hoje já estão entendendo melhor suas reais possibilidades.


RP e PP -  O Snapchat deu certo no Brasil? Existe espaço para a rede crescer em termos de conquista de usuários e, consequentemente, ser uma boa opção de mídia, como acontece com o Facebook, por exemplo?

Amanda - Acredito que, no Brasil, o Snapchat está em uma fase de pleno crescimento. Vejo que muitos profissionais que trabalham com conteúdo na internet, como blogueiros por exemplo, estão aderindo à rede e isso com certeza fará com que cada vez mais usuários se interessem por ela. Ainda há muito para crescer sim. Sobre a questão de investimentos em mídia, sinto que a ferramenta ainda tem muito a se desenvolver nesse sentido. Hoje, as métricas disponíveis sobre o consumo dos "snaps" são muito restritas, o que dificulta o convencimento na hora de propor e decidir em quais meios é mais recomendável fazer investimentos em ações especiais e anúncios. 

Mas, tenho certeza de que isso já está sendo analisado, pois com o lançamento da ferramenta Discovery, o Snapchat mostrou que não é avesso ao uso da rede por empresas. Quando esse amadurecimento acontecer, sem dúvida o Sanpchat será uma ótima opção de mídia para quem quer atingir o público jovem. E o Facebook sabe disso, tanto que já tentou comprar a rede no passado.


RP e PP - Aproveitando o gancho da pergunta anterior. Como as empresas podem aproveitar a rede para realizar negócios?

Amanda - No momento em que um usuário adiciona o perfil de sua empresa, você o adiciona de volta para que a comunicação aconteça. Isso abre um canal direto entre a empresa e seus públicos que pode ser usado para construir relacionamentos, prestar atendimento etc. Com uma comunicação planejada, contemplando ações de marketing direto, SAC 2.0, community management etc., é possível realizar negócios dentro da própria rede.

RP e PP - Sobre ações! Se você pudesse apontar um caso de sucesso, qual você apontaria?

Amanda -  Um case que ficou famoso foi o da WWF Dinamarca, que aproveitou o gancho da efemeridade das fotos da plataforma em prol de uma causa ambiental. A ação se chamava #LastSelfie e mostrava imagens de animais ameaçados de extinção, com a frase: "não deixe que esta seja minha última selfie". A história trazia também as informações para que os usuários pudessem fazer suas doações. A ação gerou um grande buzz fora do Snapchat, com cerca de 40 mil tweets em uma única semana. E a meta de doações foi batida também em sete dias. Uma combinação perfeita de: bom uso da plataforma, storytelling, conexão emocional e boa execução. (vídeo abaixo)


Informação!

Segundo o último relatório da comScore, o Instagram é a segunda rede social mais usada por pessoas entre 18 a 34 anos, com 43,1%, enquanto que o Snapchat vem em terceiro, com 32,9%, e esse número só cresce, devido ao desejo de compartilhar, de maneira rápida e simples, vídeos e fotos. A diferença é que, no Snapchat, a intenção é fazer isso com privacidade e de maneira direcionada. 

Nosso agradecimento à Amanda, que foi ligeira ao responder nossa entrevista e deu uma bela explicação sobre a rede. Desejamos muito sucesso pra você, Amanda! 

Gostou do post de hoje? Que tal contribuir com a gente e deixar seu comentário? Fale um pouco sobre a sua experiência com o Snapchat, o que acha dele... Espero que tenha gostado!

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Relações Públicas para conquistar pessoas: Uma entrevista com Rodrigo Stoqui da startup Samba Tech

Hoje é dia de falar de relacionamento. Não! Não é pra discutir a relação. É pra gente falar sobre boas práticas, bater um papo cabeça com um Relações Públicas muito competente, novo e cheio de energia que é o Rodrigo Stoqui. Olha só!

Rodrigo Ferreira Stoqui, Relações Públicas de formação pela Universidade Metodista de São Paulo e Empreendedor em constante (re)evolução. Estudou Estratégia e Inovação para Corporações Multinacionais na FEA-USP.  Hoje está cursando o CEAG - MBA em Administração pela FGV. Atualmente é responsável pela área de Customer Success e Biz Dev. da Samba Tech, startup referência de tecnologia e inovação, integrante também do Samba Group. (http://stoqui.branded.me/)

Vamos ao nosso bate-papo!

RP e PP:  Atualmente presenciamos vários casos de crises de imagem e reputação com diversas marcas, principalmente na comunicação online. Qual sua opinião sobre marcas que foram cases negativos, como Risqué, Animale, TIM?

Rodrigo Stoqui: Acredito que qualquer rede hoje, como o próprio nome diz, além de ser totalmente social é um muro branco pronto para ser rabiscado de informações e mensagens. Quando deixamos um comentário ou mensagem estamos sujeitos a qualquer tipo de posicionamento, e com as marcas não é nada diferente. Acredito que pode ser até pior, mesmo porque vejo hoje um relacionamento muito superficial. Não sei se é falta de investimento, não sei se é só presença de marca na rede que está, não sei se não levam a sério… mas fato é, mesmo com todas as críticas, gosto que as marcas estejam presentes onde seu público está.

Detalhando um pouco mais esse ponto, o fato das marcas estarem presentes no nosso dia a dia faz com que elas nunca parem de nos ouvir. Somos nós, clientes, que temos as idéias mais relevantes, o mais imediato feedback e, acima de tudo, somos nós que pagamos a conta no final do jogo.

Resumindo, é um meio informal de relacionamento, mas que ajuda as empresas a crescerem, e crescerem mais rápido do que elas imaginavam.


RP e PP: Na sua opinião, como as empresas devem trabalhar o relacionamento com todos os stakeholders para entregar o WOW para todos e, como é possível fazer isso em uma situação de crise?

Rodrigo Stoqui: Os clientes querem soluções para seus problemas, certo? Bem, sim, mas isso é o que eles querem com o que você está vendendo. E, o que eles querem de você, pessoalmente?

Em qualquer momento de crise nunca deixo de consultar alguns mandamentos obrigatórios que aprendi com Bob Burg, autor de “Transforme adversários em aliados: Conquiste as pessoas sem manipulação ou coerção”. Se segui-los a risca, você não vai falhar!

1. Excelência
Os clientes querem que você dê-lhes o seu melhor em tudo o que fizer.
Nota: Eles querem "o seu melhor", e não "o melhor", porque o que é "o melhor" sempre depende do seu ponto de vista. O "seu melhor" é a medida do seu desempenho contra o que você é capaz de realizar.


2. Consistência
Fazer negócios, hoje, significa lidar com a mudança o tempo todo. No meio de tanta incerteza, o seu presente de consistência não é apenas dar ao seu cliente uma coisa a menos para ele se preocupar; ele faz de você um refúgio em meio à turbulência do mercado.


3. Atenção
A atenção é mais do que apenas atender o telefone. É a atenção aos detalhes, é a atenção para as necessidades futuras, é a atenção para na qual você pode ajuda-lo mais. Sua atenção informa aos clientes que eles são verdadeiramente importantes em sua vida. Não há maior elogio.


4. Empatia
Empatia significa ver o mundo do ponto de vista de outra pessoa, a compreensão de como ela pensa e sente sobre a experiência que está tendo. 


5. Valorização
Quando você realmente valoriza seus clientes, você coloca-os em primeiro lugar. Procure novas maneiras de servir, em vez de novas maneiras de vender. Lembre-se: Seus clientes são a única razão que você está no negócio. É sempre sobre eles; nunca é sobre você.


6. Estratégia
Sem estratégia, amigo(a), no way. Você já parou para pensar quantos parceiros / fornecedores seu cliente deve receber por dia? por semana? em um mês? É gente pra caramba querendo falar, apresentar, reunir, ligar, projetar… Se você realmente quer ser o porto seguro do seu cliente, tenha em mente os 5 pontos acima e este último como mantra! Plano sem ação não é nada, certo? Reunião ou visita sem estratégia é o que? Nada também.

RP e PP: Para você, qual a importância de um profissional de Relações Públicas na elaboração de campanhas? Você acredita que as empresas valorizam esse profissional?

Rodrigo Stoqui: Sou formado em RP, apaixonado pela profissão e, sem dúvida nenhuma, acredito que somos valorizados. Agora, cada um depende de si para saber o que é ser um profissional valorizado. Financeiramente? Profissionalmente? 

RP, por definição, é toda e qualquer comunicação de uma empresa com seus principais públicos (stakeholders). Só pela definição, já sabemos que estamos envolvidos na elaboração de qualquer campanha. Somos profissionais habilidosos no tato com cada público e está na hora de aparecermos mais na frente das câmeras.



RP e PP: Independente do porte da empresa ou seu segmento, qual sua dica para os profissionais que atuam na área de relacionamento? O que é essencial para obter sucesso?

Rodrigo Stoqui: Em poucas palavras, que você faça do sucesso do seu cliente o seu sucesso! Lembrem-se novamente: nunca é sobre nós, será sempre sobre eles. Além disso, sigam os 6 pontos acima como mantra que não tem erro.

Outro ponto que quero destacar para vocês é que hoje, no meu caso, a área de Sucesso do Cliente, interage com todas as áreas da empresa. Então crie uma cultura de relacionamento muito forte na empresa porque, se as pessoas não acreditarem no seu time ou área, você não passará de uma área ilhada no meio de um oceano gigante. Recomendo que vocês estudem a cultura de atendimento e relacionamento da Zappos e da Disney, são leituras obrigatórias e tenho certeza que entenderão o que é fundamental para ter sucesso no bons e nos maus momentos.

RP e PP: Para finalizarmos, mediante tudo o que falamos e levando em consideração o cenário atual em que o público, cada vez mais, interage com a comunicação das empresas, qual sua análise sobre o mercado de comunicação, o que você vê para o futuro e como os profissionais e iniciantes podem se preparar?

Rodrigo Stoqui: Sinceramente, acredito que em algum momento haverá uma convergência entre os cursos e modalidades de comunicação. E para um futuro tão incerto como o nosso, independente do mercado, recomendo que vocês nunca (NUNCA!) parem de estudar, de se reinventar, de empreender e, principalmente, de acreditar no que estão fazendo. Isso é o mais importante. Existe muita gente dizendo o que você deve ou não deve fazer, tentando dar conselhos, opiniões, etc… Acredite em você acima de tudo!

RP e PP Agradece, Rodrigo!
Agradecemos ao Rodrigo que participou e deu uma aula detalhada de como encantar e entregar ótimos resultados para os clientes, que são, a nossa razão de existir. Espero que você tenha gostado dessa entrevista!
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