Seu blog de Relações Públicas e Propaganda

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terça-feira, 8 de novembro de 2016

Branded Content: Hackearam a fanpage da Seara!!!

Já imaginou um gato se apossar sua página no facebook? E se esse gatinho for um famoso personagem de desenho animado? Você aceitaria as exigências do bichano para devolver sua conta? 

Parece coisa de maluco o que estou falando, mas tudo isso foi pra te contar de uma ação de engajamento muito bacana desenvolvida pelo pessoal da Seara no facebook. O bichinho meliante, ladrão de perfil só podia mesmo ser alguém como Garfield, isso mesmo, segundo as postagens na página ele sequestrou o perfil da Seara e só irá devolver após “mandarem”, veja, só, 10 mil lasanhas pra ele.

Branded Content!

Branded Content é do a criação de conteúdo de qualidade que esteja relacionado ao dia a dia da organização e que seja relevante para o seu público-alvo. Unindo lasanha (produto Seara) + Garfield (Personagem conhecido por milhares de pessoas por amar lasanha) temos = nostalgia, conteúdo relevante e engajamento. A grande sacada é parar de interromper o consumidor com anúncios e mensagens forçadas e entregar informações que são de interesse, no momento em que ele achar mais conveniente.

É claro que tudo não passa de uma brincadeira e uma ação muito bem bolada da equipe da marca para engajar o público e que tem dado muito retorno a ela, visto a quantidade de interações (curtidas, comentários e compartilhamentos) das postagens relacionadas ao viciado em lasanha. Essa foi uma maneira de divulgar um dos produtos da marca, a lasanha congelada e quem melhor para ser o embaixador da ação do que o admirador mais famoso desse prato?

Além de um vídeo com diversas postagens feitas pelo personagem, destaca-se a interação nos comentários, em que o gato atrevido dá respostas francas, diretas e claro sempre com um bom tom de ironia, clássico do personagem. A página que está sobre o controle de Garfield desde o dia 07/11, conta com um vídeo em que o felino faz sua grande exigência, 10 mil lasanhas ou a página continuará com ele, vídeo esse já visto por 2,7 mil pessoas, com mais de 53 mil reações e 3.373 compartilhamentos até o momento.


De acordo com os números que só se multiplicam, podemos considerar que a ação é um sucesso, talvez nem tanto para o Garfield que ainda espera impacientemente suas lasanhas, mas sim para a marca Seara, pois o buzz criado, com certeza atingiu seu propósito e conseguiu comunicar o produto de uma maneira diferente e, principalmente, engajando seus clientes.

Confira como está a fanpage da Seara e veja toda construção da ação AQUI!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Crise e mudança de pensamento!

Já pensou que a crise econômica e o desemprego pelo qual nosso país está passando são uma oportunidade? Calma, não estou defendendo governo, partidos nada disso, a oportunidade que estamos falando aqui é a de mudança de mindset, ou seja, da forma de encarar e perceber as coisas. Veja bem, a intenção é fazer com que você entenda que, com tantas pessoas buscando uma oportunidade no mercado de trabalho, você precisa se questionar duas coisas: A primeira é: estou realmente valorizando o meu emprego? E a segunda: será que não é a hora de buscar uma outra área?

Na atual circunstância é indispensável pensar se você está, realmente, se dedicando a sua atividade como deveria, pois, na era de corte de custos, a última coisa que você quer é dar motivos para a empresa te desligar por não estar desempenhando bem a sua função, certo? Então, vamos pensar em como gerar a mudança de pensamento e consequentemente de comportamento.

Primeiro, vamos pensar no atual cenário da economia, ou seja, no custo de vida, nos seus gastos, depois disso é preciso ponderar: 

1- esta posição de trabalho satisfaz minhas necessidades? 
2 – Não há outra possibilidade que possa me satisfazer? 
3 - Sou feliz realizando essa atividade? 

Se a resposta é positiva e você quer continuar nesse posto de trabalho, então, o próximo passo é avaliar se o seu desempenho está satisfatório e atingindo as expectativas da empresa, corrigir o que está aquém, ou ainda, como você poderia melhorar. Eu sei, parece muito clichê, mas, no cenário atual, nunca foi tão importante valorizar o emprego e, por isso, se a atividade que você desempenha hoje cumpre as suas expectativas, dê valor a ela e lembre-se que a concorrência pelo seu lugar é grande.

Agora, se sua resposta paras as três perguntas foi negativa, bom, então é hora de pensar em novos caminhos e outras oportunidades. Você deve estar pensando: a autora do artigo ficou louca, largar o emprego? Pondere essa possibilidade (não queremos que você largue o emprego, mas...) além de você não ter suas necessidades supridas, pode prejudicar a empresa, e aí aquele corte de custos logo logo pode atingir você, portanto, vamos partir pra outra? 

Um negócio meu?

Não faltam exemplos de pessoas que perderam ou largaram o emprego e começaram um negócio próprio, ou ainda, mudaram totalmente de área e estão felizes. O importante nesse caso é não ter medo da mudança, seja ela de área, de cidade ou de mercado. Outra dica importante é a capacitação, procure cursos, workshops, orientação, consultorias entre outras opções para conhecer essa nova área e se desenvolver, para assim, conquistar uma nova carreira e satisfazer suas necessidades e ser feliz.

A crise é uma oportunidade de rever seus conceitos, rever os métodos e, principalmente, se reinventar e buscar inovar, seja mantendo a atividade atual ou mudando de segmento. Reclamar não é melhor, não muda, não cresce. A oportunidade está batendo a porta! Você pode abrir e se arriscar ou vai deixar ela passar.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Acabou Jéssica? Os principais tópicos de 2015 para o RP e PP

De primeira, gostaria de avisar que 2015 foi um ano confuso, porém, cheio de aprendizados. No blog RP e PP falamos sobre muitas coisas em torno da comunicação e municiamos os nossos leitores com materiais relevantes, provocativos e, acima de tudo, sem fugir da essência principal deste canal, que é ter textos leves, rápidos e de alto valor. Não sou eu quem estou falando, foram os leitores que disseram! 

Este ano foi o reinício de uma jornada que começou em 2011 e que eu me propus a fazer algo diferente pelo blog, pelos leitores. Voltei após uma conversa com uma leitora que me pediu para voltar e me senti na obrigação de fazer isto depois de ver o RP e PP na barra de favoritos de algumas pessoas. Voltei, principalmente por precisar exercitar com mais afinco, a minha condição de Relações Públicas. Juntar pessoas!


Em 2015 tivemos grandes matérias sobre comunicação, sobre conscientização da importância de fazer planejamento, matérias sobre erros de cálculo de grandes empresas, cobertura e participação em eventos por esse Brasil (coberturas pelo Twitter do RP e PP também) e grandes entrevistas com profissionais renomadíssimos, verdadeiros gênios da comunicação, e isso foi maravilhoso.

Como não se lembrar da matéria que fizemos com o Cristiano Santos, Social Media da Editora Globo! Em uma matéria linda sobre o LinkedIn. Ou então, sobre o Snapchat, uma rede social que ganhou força este ano e que ficou mais fácil de ser entendida na entrevista feita com a especialista Amanda Oliveira. Não paramos por aí e ficamos muito curiosos para saber como uma das startups de maior sucesso no Brasil faz para surpreender os seus clientes, para isso, falamos com o Rodrigo Stoqui, da Sambatech. Batemos um papo muito produtivo, sobre propaganda, com os publicitários premiadíssimos em Minas Gerais, Daniel Labanca e Beto Gussoni. E para fechar este tópico com chave de ouro, falamos com Washington Olivetto, não acredita? Veja aqui!

Poxa! Esse ano foi bem conturbado também...

Tivemos confusões enormes! Quem não se lembra da treta com Zeca Camargo? E a grande repercussão sobre o caso de discriminação na Me Gusta? Entrevistamos o Luís H. Deutsch, responsável pela comunicação da Me Gusta Picolés Artesanais. Outra que entrou para a história e será estudada em Harvard, é a jogada de marketing mirabolante do Burger King. O RP e PP fez uma análise sobre o case! Bom, foram tantos os momentos, que selecionamos apensas os mais repercutidos por aqui.

E não é que também demos muitas dicas por aqui?

Pois é! Falamos sobre Relações Públicas e as nossas possíveis atuações em agências de marketing. Demos alguns toques sobre a crise em uma pequena lista de coisas que você precisa saber para sair dos momentos de pouco recurso! Falamos também sobre publicidade em um artigo rápido com "3 passos para se fazer propaganda no Brasil". Aproveitando esse clima de ano novo, falamos também sobre as principais características do profissional do futuro. Facilitamos as tomadas de decisões em um artigo sobre diagnóstico de marketing e desmascaramos o conceito de qualidade!

Foram tantos artigos bons, mas, acima de tudo, tantos resultados expressivos neste ano que o RP e PP voltou. Tivemos cerca de 55.000 acessos este ano, em uma média de 4.500 acessos mensais, várias citações do blog em outras plataformas, tivemos também entrevistas, palestras, coberturas. Um ano inesquecível para o RP e PP! 

Nós agradecemos, principalmente a você, leitor que confia no nosso trabalho. Nosso agradecimento também às agências de notícias que nos encaminham suas pautas sobre comunicação. Nossa profunda admiração a toda comunidade de comunicadores que se tornou uma fonte de grande valor para este movimento que fazemos, que é o de valorizar e reforçar o papel do comunicador.

Siga o RP e PP nas redes sociais. 


Ano que vem tem mais e com muita novidade por aqui e em outras plataformas! (suspense)

Continue com a gente em 2016!

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Relações Públicas e Jornalismo: O Conselho "Fantástico" de Max Gehringer!

Depois de passar a semana toda postergando a minha curiosidade em assistir a matéria do Fantástico, onde o consultor de carreiras Max Gehringer dá os seus pitacos sapientes, eu, Maurity Cazarotti tomei coragem e fiz isso hoje. Assisti, meus jovens!

O post de hoje foi feito com quatro mãos. Eu e a Paola Danyelle escrevemos juntos, tão juntos, que não sei qual parte é de quem aqui, mas, vale a pena continuar para as próximas linhas!

O mercado tem espaço para muitos profissionais e de diferentes campos de estudo, mas e quando uma profissão tem tanto em comum com outra que os profissionais acabam se confundindo com suas atribuições e ocupam o espaço de outro? Parece que isso acontece muito com RP e Jornalismo, não é?

Para quem atua na área de comunicação social, a sensação pode ser exatamente essa, por serem cursos debaixo do mesmo "guarda-chuva", ou seja, com disciplinas comuns. Muitos profissionais acabam entendendo que podem atuar em outras áreas que não é a de sua formação, o que não é necessariamente verdade, pois cada graduação tem um propósito e mesmo que sejam semelhantes não são iguais. Mesmo!

Podemos citar como exemplo, um jornalista ocupando cargo de Relações Públicas. Veja bem, nada contra os jornalistas, mas, sua atribuição é diferente de um relações-públicas. Cada um foi treinado na academia para executar tarefas diferentes. Se esse argumento não te convenceu, veja pelo lado legal, cada curso está relacionado a um conselho diferente com regras diferentes e que regem cada profissão, logo não tem como um jornalista atuar como Relações Públicas perante a legislação e se chamar como tal. Não existe a possibilidade de você ter um médico pediatra fazendo cirurgia plástica!

Max Gehringer
Imagem Reprodução

Infelizmente essa confusão não é só entre os profissionais, o próprio mercado entende que um jornalista ou publicitário pode exercer a profissão de Relações Públicas e, em alguns casos, há vagas que selecionam como pré-requisito qualquer formação superior. Prova disso são as diversas polêmicas sobre o assunto que permeiam grupos de discussão sobre a profissão no Facebook a mais recente envolvendo o consultor de carreiras Max Gehringer que no último domingo dia 11/10 ao dar um conselho no programa Fantástico, cometeu o equívoco de orientar a uma jovem recém formada em jornalismo a buscar atuar como Relações Públicas. Veja na matéria http://glo.bo/1RBxrCH.

O erro é tão boçal, pela falta de conhecimento do Dr. Gehringer que fica difícil acreditar que a emissora possui um RP, e mais, é difícil acreditar que a matéria passou no Fantástico. É fantástico mesmo!

A realidade é que a profissão de Relações Públicas, mesmo centenária, ainda é pouco conhecida pelo mercado e a falta de conhecimento induz aos equívocos que mencionamos, portanto, é crucial que os profissionais se engajem para mostrar o valor da profissão e sua importância, participando dos conselhos, atuando na academia, mostrando e valorizando as funções de um relações-públicas na sociedade.

O que você achou do caso?

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Para pensar na crise: Um resumo sobre experiência e diferenciação perceptível para o consumidor!

Que o perfil do consumidor muda de geração para geração, nós sabemos! A grande dificuldade está em entender o que esse cliente quer, como atraí-lo e atendê-lo da melhor forma possível.

A nova geração de clientes tem como uma de suas características a valorização da experiência, por isso, quanto maior for o nível de serviços agregados, que proporcionem uma melhor experiência de compra, maior será a chance de atrair novos clientes e reter os atuais.

Quando falamos de experiência, o conceito é amplo, mas serve para todos os tipos de negócios, seja ele comércio de produtos ou serviços. Sempre há uma forma de gerar experiência de compra agradável e assim surpreender o cliente.

Uma ideia interessante (e que é uma novidade) é o passeio virtual no interior das empresas!

Hoje já existem ferramentas que permitem que o cliente visite o espaço físico de uma loja pela internet, conhecendo a localização dos produtos e do layout, proporcionando uma experiência prévia que facilita o primeiro contato com a marca e o espaço físico. 

Veja no vídeo um exemplo de um passeio virtual:


Uma possível estrategia para varejistas, por exemplo, é usar ações de marketing não tão tradicionais. 

Podemos citar como exemplo uma ação das lojas C&A, que há pouco tempo substituiu os manequins, por um breve período de tempo, pela modelo Gisele Bundchen em uma de suas vitrines. Essas ações chamam a atenção do cliente e o atrai para o ponto de venda fazendo com que ele queira experimentar os produtos daquela marca. 


Em serviços podemos oferecer demonstrações! 

Permitir que o cliente utilize o serviço de envio de mensagens de texto de graça por um tempo determinado, ou realizar um amostra do serviço diretamente para o cliente, como por exemplo, uma aula grátis. 

O importante quando se fala em experiência de compra é permitir que o usuário consiga experimentar e explorar todos os potenciais daquele produto ou serviço de maneira a se surpreender e, mais relevante ainda, é manter o padrão depois dessa experimentação, pois, de nada vale criar uma impressão sensacional e não cumprir com as expectativas depois. 

Todo o período que o cliente estiver usufruindo do seu produto ou serviço, seja na fase de experimentação, na compra ou utilização regular, tem que proporcionar a mesma sensação de encantamento e admiração que a experiência propiciou. Muito se fala em crise e, manter clientes pode ser o grande caminho para trilhar o sucesso.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Master Chef ao vivo... no twitter, claro! Uma análise das interações - por Paola Danyelle

Na noite desta terça-feira 14, o Brasil parou para assistir à final do reality show de culinária exibido pela Band, o MasterChef. Durante toda a temporada o programa destacou-se por algo além dos pratos desenvolvidos pelos amadores e julgados pelos chefes profissionais. O sucesso do programa pôde ser visualizado pela interatividade em tempo real dos telespectadores nas redes sociais, com grande destaque para o twitter.

Incentivados pelo próprio programa que possuía um contador de tweets e mensurava a quantidade de menções referentes ao programa, usando a hashtag #masterchefBR, os usuários se divertiam comentando cada episódio, criando memes, criticando o julgamento dos jurados e torcendo pelo seu participante favorito. O sucesso foi tão grande que o contador chegou a marcar mais de 1 milhão de menções ao programa com a hashtag só na final do programa.

Tanto sucesso na internet fez com que a emissora e algumas marcas buscassem uma aproximação ainda mais intensa com o público, prova disso é que como modo de recompensar os twitteiros a Band anunciou que antes da exibição da final nesta terça-feira haveria uma surpresa durante o programa para o público na internet, você descobre o que foi logo mais abaixo.

Interação ao vivo


Devido a repercussão do programa no twitter, foi criado um estúdio interativo com formadores de opinião, blogueiros e twitteiros famosos, como: Cid (Não Salvo), Maurício Meirelles (CQC), Preta Gil, Milton Neves e MariMoon, que além de twittarem sobre o programa, comentavam alguns tweets e acompanhavam, em tempo real, todo o movimento da rede social interagindo com os internautas. O estúdio contou com o patrocínio da TIM, sempre que chamavam a galera do estúdio era mencionada a marca, que contou também com a exposição da marca do telão.

Interatividade Telão Master Chef

Engajamento das marcas

Outra ação que pudemos observar foi o engajamento de algumas marcas em tempo real, ou seja, durante a exibição do programa, vimos algumas interações de marcas como a Sadia promovendo a margarina Qualy e os produtos de limpeza da Cif Brasil, patrocinadores do programa, que usaram o twitter para fazer ações bem-humoradas relacionadas com o programa. 

Margarina Qualy


Cif Brasil - Interação no Twitter

Anúncio do campeão primeiro no twitter

O grande destaque da noite porém, além da decisão, foi a forma como fizeram o anúncio. Lembra que no começo desse post eu disse que a emissora tinha prometido uma surpresa para a galera no twitter? A grande surpresa foi a divulgação da ganhadora Izabel, primeiro no twitter. A apresentadora Ana Paula Padrão utilizou um smartphone para publicar ao vivo (cof cof) no perfil oficial do programa e só depois de postada a informação anunciou em rede nacional que a produtora de eventos era a campeã do MasterChef2015. A ação contou com a participação e oferecimento da TIM que “patrocinou” a postagem:


Vale sempre lembrar que o engajamento em tempo real e agilidade são pilares essenciais. Estar conectado e atento aos movimentos nas redes sociais é importante para as marcas, para criar um relacionamento mais próximo do público e interagir com ele, mas é importante analisar e planejar essas ações para que elas não gerem o efeito contrário trazendo uma repercussão negativa. As estratégias mencionadas mostram que as empresas se prepararam para interagir durante a exibição do programa, não foram decisões de última hora e por isso foram bem recebidas pelo público.

E você o que achou da interação das marcas durante o programa? Viu mais alguma marca pegando carona no MasterChef? Conte pra gente.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Aylan Kurdi: O poder de uma imagem

Semana passada fomos surpreendidos por uma foto que, na falta de adjetivos, só podemos classificar como chocante. A foto de um menino sírio, Aylan Kurdi, de 3 anos morto em um naufrágio que partia da Turquia em direção à ilha grega de Kos, circulou pelo mundo e pelas redes sociais. O caso tornou-se um marco na situação dos imigrantes ilegais oriundos de países da África e Oriente médio, grande parte deles fugindo de guerras e conflitos que acontecem nessas regiões buscando condições de vida melhor na Europa. Veja bem! Minha intenção não é fazer uma análise política sobre a questão da imigração e sim uma análise sobre o poder que a imagem do garoto morto na praia turca gerou. 

Por ser uma imagem forte, replicaremos aqui uma homenagem.


Já dizia o ditado: “Uma imagem vale mais que mil palavras” e nesse caso parece que a máxima foi literal. Uma criança inocente de 3 anos de idade, que teria uma vida toda pela frente, morre afogada na busca de uma vida melhor, essa imagem trouxe vários questionamentos: “Se essa imagem não mudar a atitude da Europa em relação aos refugiados o que será preciso então? ” Outros ainda questionaram a decisão dos pais de enfrentar essa jornada com crianças tão pequenas (O irmão de Aylan de apenas 5 também morreu na tragédia), há quem ainda questione o bom senso em fotografar e divulgar a imagem do corpo do menino estirado na praia e pergunte, onde vai parar a humanidade?


O fato é que uma imagem tem um poder imenso, principalmente devido a interpretação de cada um. Como eu disse anteriormente, esse caso nos traz a várias reflexões, mas, principalmente a uma reação: Como reagimos a essa imagem? O que fazer após refletir sobre uma foto tão chocante? Desta forma, fica o alerta sobre o poder que uma imagem possui, ela pode escandalizar, chocar, causar comoção, como o caso citado, mas também pode promover união, compaixão e colaboração, tudo depende de como utilizamos cada fotografia no nosso coridiano.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Ei doutor, qual é o meu diagnóstico? Um artigo sobre a importância do diagnóstico para tomadas de decisão.

Em qualquer segmento fazer uma análise criteriosa antes de tomar uma decisão é fundamental. É importante, acima de tudo saber o que analisar, quais dados são essenciais, um parecer claro de qual é a real situação e em qual cenário você ou a empresa se encontram. Não é verdade? 

Já pensou em ir a uma consulta médica e o doutor não fazer nenhum exame e dizer: “Olha eu acho que você está com dengue, tome esse remédio”. Você não se espantaria? “Como assim doutor? Você acha que eu tenho dengue, e não tem certeza, então como posso confiar que esse medicamento vai resolver os meus sintomas?”

É, caro leitor, o que faltou nesse exemplo é o diagnóstico e ele não serve só para consultas médicas. Hoje vamos falar do diagnóstico empresarial e como ele pode fazer a diferença entre o sucesso e o fracasso de um negócio. 
Assim como o médico tem vários exames para saber o que está causando algum sintoma, os profissionais de gestão, incluindo marketing e comunicação, possuem ferramentas para examinar uma empresa e assim verificar o seu real estado, e só assim receitar as medidas mais assertivas para aquela organização. Vamos falar um pouco delas?! 

Uma ferramenta bem interessante e que mapeia tanto as variáveis que a empresa controla como o que ela não controla são as análises de ambiente, sendo análise de ambiente externo ou macro ambiente, e o ambiente interno ou micro ambiente. Essas ferramentas consistem basicamente no levantamento de informações sobre a economia, os aspectos políticos, demográficos, culturais, naturais, tecnológicos, fornecedores, clientes, concorrentes e os pontos fortes e fracos da própria empresa. 

Com esse levantamento é possível fazer um cruzamento dos dados mais relevantes e traçar então um diagnóstico completo. A esse cruzamento de informações nós chamamos de Matriz SWOT. Pense assim... é como se o ambiente externo fosse uma tomografia e o ambiente interno um exame de sangue. Olhando os resultados dos dois, o médico chega a um diagnóstico “Seu problema é esse”. E o mesmo ocorre com a empresa, porém, a diferença é que nesse caso serão encontradas várias situações, cruzamentos, positivos e negativos.

Como nosso objetivo é apenas mostrar a importância de fazer um diagnóstico antes de sair por aí tomando decisões e tomando qualquer remédio, trazemos uma indicação de leitura com um guia rápido de como montar sua SWOT elaborada pela Luz Consultoria.

Depois dessas dicas você já fez seu diagnóstico, certo? E agora? Com certeza, meu amigo, você já encontrou alguns probleminhas e oportunidades que você pode aproveitar no seu negócio certo? Então, agora é hora de escolher o melhor medicamento, algumas vitaminas para dar energia e fazer com que o seu negócio seja um sucesso, mas calma, não é qualquer remédio não, você terá que fazer a receita para o seu paciente, que neste caso é a sua empresa. 

Trace um plano de ação! Quando o médico te indica um medicamento ele te explica como usar, qual a dosagem, o tempo de tratamento, quantos comprimidos por dia e por aí vai. Você vai precisar definir quais serão as tarefas, os responsáveis, o prazo para executá-las e assim por diante. Entendeu?
Lembre-se! Você é o doutor na sua empresa, a saúde dela depende de você fazer o diagnóstico corretamente e receitar o melhor medicamento. Cuide de seu paciente e ele terá uma vida saudável, longa e lhe dará bons frutos.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Relações Públicas para conquistar pessoas: Uma entrevista com Rodrigo Stoqui da startup Samba Tech

Hoje é dia de falar de relacionamento. Não! Não é pra discutir a relação. É pra gente falar sobre boas práticas, bater um papo cabeça com um Relações Públicas muito competente, novo e cheio de energia que é o Rodrigo Stoqui. Olha só!

Rodrigo Ferreira Stoqui, Relações Públicas de formação pela Universidade Metodista de São Paulo e Empreendedor em constante (re)evolução. Estudou Estratégia e Inovação para Corporações Multinacionais na FEA-USP.  Hoje está cursando o CEAG - MBA em Administração pela FGV. Atualmente é responsável pela área de Customer Success e Biz Dev. da Samba Tech, startup referência de tecnologia e inovação, integrante também do Samba Group. (http://stoqui.branded.me/)

Vamos ao nosso bate-papo!

RP e PP:  Atualmente presenciamos vários casos de crises de imagem e reputação com diversas marcas, principalmente na comunicação online. Qual sua opinião sobre marcas que foram cases negativos, como Risqué, Animale, TIM?

Rodrigo Stoqui: Acredito que qualquer rede hoje, como o próprio nome diz, além de ser totalmente social é um muro branco pronto para ser rabiscado de informações e mensagens. Quando deixamos um comentário ou mensagem estamos sujeitos a qualquer tipo de posicionamento, e com as marcas não é nada diferente. Acredito que pode ser até pior, mesmo porque vejo hoje um relacionamento muito superficial. Não sei se é falta de investimento, não sei se é só presença de marca na rede que está, não sei se não levam a sério… mas fato é, mesmo com todas as críticas, gosto que as marcas estejam presentes onde seu público está.

Detalhando um pouco mais esse ponto, o fato das marcas estarem presentes no nosso dia a dia faz com que elas nunca parem de nos ouvir. Somos nós, clientes, que temos as idéias mais relevantes, o mais imediato feedback e, acima de tudo, somos nós que pagamos a conta no final do jogo.

Resumindo, é um meio informal de relacionamento, mas que ajuda as empresas a crescerem, e crescerem mais rápido do que elas imaginavam.


RP e PP: Na sua opinião, como as empresas devem trabalhar o relacionamento com todos os stakeholders para entregar o WOW para todos e, como é possível fazer isso em uma situação de crise?

Rodrigo Stoqui: Os clientes querem soluções para seus problemas, certo? Bem, sim, mas isso é o que eles querem com o que você está vendendo. E, o que eles querem de você, pessoalmente?

Em qualquer momento de crise nunca deixo de consultar alguns mandamentos obrigatórios que aprendi com Bob Burg, autor de “Transforme adversários em aliados: Conquiste as pessoas sem manipulação ou coerção”. Se segui-los a risca, você não vai falhar!

1. Excelência
Os clientes querem que você dê-lhes o seu melhor em tudo o que fizer.
Nota: Eles querem "o seu melhor", e não "o melhor", porque o que é "o melhor" sempre depende do seu ponto de vista. O "seu melhor" é a medida do seu desempenho contra o que você é capaz de realizar.


2. Consistência
Fazer negócios, hoje, significa lidar com a mudança o tempo todo. No meio de tanta incerteza, o seu presente de consistência não é apenas dar ao seu cliente uma coisa a menos para ele se preocupar; ele faz de você um refúgio em meio à turbulência do mercado.


3. Atenção
A atenção é mais do que apenas atender o telefone. É a atenção aos detalhes, é a atenção para as necessidades futuras, é a atenção para na qual você pode ajuda-lo mais. Sua atenção informa aos clientes que eles são verdadeiramente importantes em sua vida. Não há maior elogio.


4. Empatia
Empatia significa ver o mundo do ponto de vista de outra pessoa, a compreensão de como ela pensa e sente sobre a experiência que está tendo. 


5. Valorização
Quando você realmente valoriza seus clientes, você coloca-os em primeiro lugar. Procure novas maneiras de servir, em vez de novas maneiras de vender. Lembre-se: Seus clientes são a única razão que você está no negócio. É sempre sobre eles; nunca é sobre você.


6. Estratégia
Sem estratégia, amigo(a), no way. Você já parou para pensar quantos parceiros / fornecedores seu cliente deve receber por dia? por semana? em um mês? É gente pra caramba querendo falar, apresentar, reunir, ligar, projetar… Se você realmente quer ser o porto seguro do seu cliente, tenha em mente os 5 pontos acima e este último como mantra! Plano sem ação não é nada, certo? Reunião ou visita sem estratégia é o que? Nada também.

RP e PP: Para você, qual a importância de um profissional de Relações Públicas na elaboração de campanhas? Você acredita que as empresas valorizam esse profissional?

Rodrigo Stoqui: Sou formado em RP, apaixonado pela profissão e, sem dúvida nenhuma, acredito que somos valorizados. Agora, cada um depende de si para saber o que é ser um profissional valorizado. Financeiramente? Profissionalmente? 

RP, por definição, é toda e qualquer comunicação de uma empresa com seus principais públicos (stakeholders). Só pela definição, já sabemos que estamos envolvidos na elaboração de qualquer campanha. Somos profissionais habilidosos no tato com cada público e está na hora de aparecermos mais na frente das câmeras.



RP e PP: Independente do porte da empresa ou seu segmento, qual sua dica para os profissionais que atuam na área de relacionamento? O que é essencial para obter sucesso?

Rodrigo Stoqui: Em poucas palavras, que você faça do sucesso do seu cliente o seu sucesso! Lembrem-se novamente: nunca é sobre nós, será sempre sobre eles. Além disso, sigam os 6 pontos acima como mantra que não tem erro.

Outro ponto que quero destacar para vocês é que hoje, no meu caso, a área de Sucesso do Cliente, interage com todas as áreas da empresa. Então crie uma cultura de relacionamento muito forte na empresa porque, se as pessoas não acreditarem no seu time ou área, você não passará de uma área ilhada no meio de um oceano gigante. Recomendo que vocês estudem a cultura de atendimento e relacionamento da Zappos e da Disney, são leituras obrigatórias e tenho certeza que entenderão o que é fundamental para ter sucesso no bons e nos maus momentos.

RP e PP: Para finalizarmos, mediante tudo o que falamos e levando em consideração o cenário atual em que o público, cada vez mais, interage com a comunicação das empresas, qual sua análise sobre o mercado de comunicação, o que você vê para o futuro e como os profissionais e iniciantes podem se preparar?

Rodrigo Stoqui: Sinceramente, acredito que em algum momento haverá uma convergência entre os cursos e modalidades de comunicação. E para um futuro tão incerto como o nosso, independente do mercado, recomendo que vocês nunca (NUNCA!) parem de estudar, de se reinventar, de empreender e, principalmente, de acreditar no que estão fazendo. Isso é o mais importante. Existe muita gente dizendo o que você deve ou não deve fazer, tentando dar conselhos, opiniões, etc… Acredite em você acima de tudo!

RP e PP Agradece, Rodrigo!
Agradecemos ao Rodrigo que participou e deu uma aula detalhada de como encantar e entregar ótimos resultados para os clientes, que são, a nossa razão de existir. Espero que você tenha gostado dessa entrevista!

quarta-feira, 25 de março de 2015

Um cliente insatisfeito conta para 11 pessoas a sua insatisfação. Ah tá! Vai ver como é nas redes sociais... por Paola Danyelle

Melhoria do poder econômico e aquisitivo! Pessoas com maior acesso à internet e consequentemente às redes sociais! Plataformas e mais plataformas de interação caindo no gosto popular! Nesse contexto, várias marcas observaram uma oportunidade de se aproximar de seus clientes, promover interações e entrega de conteúdo. Na teoria a ideia é ótima! Estar próximo de seus clientes dialogando e interagindo com eles, mas, nem sempre as empresas conseguem fazer isso da melhor forma e o que poderia ser uma ferramenta de aproximação para as marcas, torna-se um pesadelo para a comunicação.

Recentemente temos vistos vários casos em que marcas consagradas escorregaram na sua comunicação digital e colheram espinhos ao invés de flores. Acontece que como as pessoas estão em redes sociais interagindo entre si e com as empresas, quando a comunicação gera outro significado ou ruído o fato não fica mais isolado e expande-se por todo o ambiente digital. Trata-se daquele velho conceito - Philip Kotler - de que um cliente insatisfeito conta para 11 outras pessoas a sua experiência negativa, mas, nas redes sociais essa escala se amplia, de tal maneira, que fica quase impossível mensurar a quantidade e o nível dos danos de imagem causados.

Campanha Risqué - Foto Divulgação

Poríamos citar vários casos de empresas que, simplesmente escorregaram, mas recentemente, vimos a Risqué, que foi criticada pelo nome escolhido paras os esmaltes da sua nova coleção, demonstrando como uma repercussão negativa pode, literalmente, se alastrar pelo ambiente digital e, em alguns casos gerar opiniões diversas. Outro caso recente envolve a TIM, que lançou um comercial mostrando os benefícios da sua internet em um comercial ao vivo, via 4G - tá certo que a comunicação foi off-line, mas, gerou uma repercussão negativa nas redes sociais, mostrando que os usuários do serviço não compactuam com tal qualidade demonstrada no comercial.

Tão grande foi a resposta dos internautas sob a alegação de que o comercial não retratava a realidade dos serviços que a própria empresa prometeu mostrar o making-off do comercial para demonstrar que o seu 4G, de fato funciona. Até o momento, nada foi apresentado (apenas um Making Of que não prova se a ação foi, realmente, ao vivo - veja).



Esses casos demonstram que, ainda que os profissionais de comunicação sejam os mais adequados e preparados é importante a presença de um profissional de Relações Públicas que faça o constante monitoramento das redes sociais para sondar o ambiente digital, prevenir de possíveis ataques e críticas às marcas entendendo a melhor linguagem e forma de engajamento de cada público e, principalmente, para gerenciar uma situação de crise como ocorreram nos casos citados.

terça-feira, 3 de março de 2015

Silvio Santos em: É NetFlix ou não é???

Por Paola Danyelle

Muita gente sabe o quanto a propaganda boca-boca é eficaz, pois, que melhor referência da reputação de uma marca se não um cliente satisfeito não é mesmo? E se essa indicação vier de uma personalidade famosa com muitos seguidores e com alto grau de influência, melhor ainda, não? Pois foi exatamente isso que aconteceu com a NetFlix, uma plataforma que oferece serviço de TV pela internet. Nela você pode assistir séries, filmes, shows, novelas e muito mais (não eu não estou fazendo propaganda). 

O caso aconteceu quando ninguém mais ninguém menos que o maior comunicador da televisão brasileira, Silvio Santos, resolveu mencionar o serviço em seu programa no domingo dia 22/02 contando sua própria experiência com a marca. Silvio contou que não assiste televisão e que acompanha a série “A Biblía” pela plataforma. Em um tom descontraído o apresentador disse que pela propaganda grátis ele deveria ser recompensando com um mês de assinatura grátis. Veja o vídeo do programa:



Até aí tudo bem, esperava-se da marca no mínimo o tal mês de graça, mas, a empresa resolveu encantar ainda mais o cliente oferecendo uma assinatura vitalícia grátis e ainda sugeriu em um vídeo gravado pelo proprietário do serviço uma outra série para Silvio acompanhar.

Olha a resposta do Reed Hastings, proprietário do NetFlix:



Bom, entendido o caso, o que podemos tirar de lição desse case é o encantamento do cliente com o serviço ou produto prestado. As empresas devem se esforçar para elevar o nível de satisfação dos seus consumidores, como dizia Kotler, ao falar dos níveis de produto, em que o último nível é o potencial, em que a organização deve expandir a oferta, oferecendo algo que nem mesmo o cliente sabe que precisa, mas que irá conquistá-lo e encantá-lo.

A figura do relações-públicas é de suma importância para que qualquer marca consiga levar sua oferta, não só aos consumidores comuns, mas aos formadores de opinião que tem um grande poder de influência, e assim, compor sua estratégia de marketing somando os benefícios do produto ou serviço à recomendação de personalidades que gerem credibilidade.

Não saberia dizer se a Netflix utiliza essa estratégia, mas, quando há integração entre os departamentos de comunicação é possível gerar relevância, ganho de imagem, fazer uma boa publicidade, e o melhor, sem gastar quase nada.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

A polêmica do carnaval patrocinado

Por Paola Danyelle

O carnaval acabou, mas, as polêmicas só começaram. Essa semana diversas opiniões “pipocaram” nas redes sociais, após a vitória da escola de samba do Rio de Janeiro Beija-Flor de Nilópolis, com o samba enredo que contava a história da Guiné Equatorial, um país do continente africano e governado há 35 anos pelo ditador, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo (saúde).


Teodoro Obiang N. Mbasogo, 72 anos de idade, ditador há 35 anos da Guiné Equatorial (Imagem: Divulgação)


Acontece que houve muitas criticas, diversas relacionadas ao valor do patrocínio, estimado em R$ 10 milhões conforme divulgado na imprensa brasileira e também pelo baixo índice de desenvolvimento humano do país, contradizendo o que foi mostrado na Sapucaí no desfile da última segunda-feira 16.

O fato é que a polêmica abre uma discussão interessante sobre o patrocínio de empresas e personalidades em eventos esportivos e culturais. A Beija-Flor não é a primeira e nem a única escola de samba a receber patrocínio, essa é uma prática comum, pois o custo para realizar um desfile é muito alto, podendo chegar a até R$ 16,7 milhões, desta forma é natural a busca por incentivos público e privados.
Já faz algum tempo que as marcas perceberam o potencial dos eventos esportivos e culturais, pelo mundo. Um exemplo é a final do campeonato de futebol americano conhecido como SuperBowl nos Estados Unidos, onde as marcas disputam espaço para inserir suas campanhas publicitárias nos intervalos do jogo.


Neguinho da Beija-Flor e Raíssa com o troféu do carnaval 2015 (Foto: Rodrigo Gorosito/G1)


No Brasil não é diferente! As primeiras a perceberem o potencial de mercado do carnaval foram as cervejarias com seus camarotes exclusivos, logo, outras empresas, de outros ramos, também começaram a participar da festa popular, como Pantene e Bombril em 2011 e 2012 respectivamente, patrocinando as escolas Vila Isabel e Vai-Vai. Em seus enredos as escolas desfilaram temas que tinham relação com sues patrocinadores, sendo a Vila Isabel falando sobre os mitos e histórias dos fios de cabelo e a Vai Vai falando sobre as mulheres que brilham.


Desta forma a parceria entre os patrocinadores e escolas fica claramente em uma relação de ganha-ganha, pois as escolas necessitam da captação de recursos para criar a estrutura do desfile e as marcas ganham em divulgação, publicidade e engajamento com o público, a polêmica fica na medida em até que ponto as marcas podem e devem interferir na escolha do tema das escolas, para se beneficiarem, o caso da Beija-Flor ganha notoriedade pela contradição mostrada na avenida e pela realidade que o país enfrenta e pela imagem do patrocinador escolhido, um ditador africano. 

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Relações Públicas e Política. Um caminho que dá certo

Texto escrito por Paola Danyelle

 O cenário político pode não parecer atraente para algumas pessoas e as vezes até complexo, porém existem cases interessantes em que podemos ver um relação interessante entre a política e as relações públicas.
Um episódio interessante em que podemos ver a conexão entre os temas refere-se ao case do ex presidente Luis Inácio Lula da Silva. Em 2002 ao assumir o seu primeiro mandado, Lula foi bastante criticado e inclusive satirizado por diversos programas humorísticos por realizar várias viagens internacionais, segundo alguns críticos o parlamentar utilizava da autoridade e dos recursos públicos para realizar viagens de lazer.

 
 
 

            Pois bem, veja como é importante realizar uma analise da conjuntura, ou seja, do momento que o país estava passando antes de realizar um julgamento precoce. O Brasil encontrava-se com sérias dificuldades financeiras no plano exterior, com altas dívidas ao Fundo Monetário Internacional (FMI), o risco Brasil, índice que mede a capacidade do país em honrar seus compromissos, estava muito alto o que indicava uma possibilidade grande do país não cumprir com suas obrigações. Dentro desse contexto o presidente Lula, por meio de suas viagens internacionais, buscou por investimentos de países parceiros e de outros com os quais o Brasil nunca havia tido contatos comerciais. Essa ação tornou o chefe de Estado momentaneamente um profissional de relações públicas que mostrou a imagem e a cara do país no plano exterior.
 

É claro que somente as viagens do presidente não resolveriam o problema do déficit orçamentário, em sua comitiva Lula “carregava” diversos empresários de vários setores que eram apresentados aos empresários dos países pelos quais o político passava.
Desta forma diversos contratos foram negociados no período 2002 a 2004, principalmente de exportação. Esse esforço foi importante, pois auxiliou o país a recuperar suas reservas de dólares, quitar suas dívidas no FMI e minimizar o risco Brasil, tornando o país ainda mais atrativo aos investidores. Veja bem, não estamos aqui defendendo um partido ou ideologia política, mas é inegável que as ações do presidente foram assertivas e transformaram as relações públicas no cenário político modificando a imagem que o país apresentava para o cenário internacional
Logo, caro leitor, percebemos a importância de uma análise estruturada e uma visão crítica dos fatos. Podemos entender ainda que mesmo quando a temática parece ser desinteressante, como pode aparentar o cenário político, existem cases que mostram a importância das relações públicas inclusive na esfera política.
 
 
 
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terça-feira, 28 de agosto de 2012

Facebook. Uma rede cheia de "redes"


 Texto de Paola Danyelle.
Uma das redes sociais mais famosas do mundo, o Facebook transformou a forma como as pessoas vêem os websites de relacionamentos. Essa ferramenta criada em 2004 e aberta ao público em 2006 tornou-se uma vitrine mundial para que as empresas pudessem expor suas marcas, além de criar um marketing de relacionamento efetivo com os consumidores.
            São várias as companhias presentes na rede de relacionamentos buscando por exposição e uma forma de se aproximar de seus clientes, desde as grandes multinacionais até empresas locais que vêem na ferramenta uma boa oportunidade de negócio.
            No entanto a forma como a rede social é vista pelos usuários pode afetar a imagem das empresas? Se a plataforma tornar-se desinteressante qual o risco e o impacto que as empresas que usam essa ferramenta para divulgar e se aproximar do seu público irão sofrer?
            Atualmente o Facebook busca inovar e incrementar sua interface com o usuário buscando sempre melhorias para entreter os usuários, no entanto algumas ações da companhia podem não ter o resultado esperado. Um exemplo, são duas ações recentes em que em uma primeira situação os usuários viram seu direito de escolha ser cerceado, quando foram obrigados a adotar a nova página de perfil sob a denominação de Linha do Tempo que até tempos atrás, era um item opcional.

Além disso, a introdução de links patrocinados, na visão de alguns usuários, polui o layout do site. Essas ações são exemplos que a satisfação dos integrantes da rede pode levá-los ao desinteresse dos mesmos pelo website e desta forma distanciar o público das empresas que se utilizam desta ferramenta como forma de relacionar-se com seus clientes. Desta forma é preciso que as companhias, tanto as grandes empresas como as pequenas pensem em estratégias diferenciadas para manter o relacionamento com seus clientes conquistado pelo uso do facebook, até porque ligar a imagem da marca com a de uma rede social é útil, mas arriscado visto que a insatisfação na plataforma pode estender-se a empresa.

 
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