Seu blog de Relações Públicas e Propaganda

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terça-feira, 11 de outubro de 2016

Coluna Canto do Galo APP Uberlândia

A coluna Canto do Galo, da APP (Associação dos Profissionais de Propaganda) Uberlândia faz sua estreia no Blog RP e PP. Veja as principais movimentações do mercado da comunicação, eventos e novidades aqui, toda semana no RP e PP!

Seminário Internacional Universidade de Buffalo
Venha desenvolver sua criatividade com os melhores especialistas do mundo de 12 a 19 de novembro de 2016.
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TV Paranaíba lança Paranaíba Play
A TV Paranaíba inovou mais uma vez ao lançar o Paranaíba Play, disponibilizando a sua programação local pela internet em tempo real. Agora, os programas produzidos pela emissora em Uberlândia podem ser assistidos em qualquer lugar pelo site www.tvparanaiba.com.br/playpor meio do celular, tablet ou computador.

Canto do Galo no RP e PP

Yellow Monkey celebra 5 anos.
Nesta última quarta-feira, a agência Yellow Monkey celebrou seu 5º aniversário. Um evento que contou com 150 convidados entre clientes, parceiros, fornecedores, equipe e amigos que fazem parte da história da agência. O evento também contou com a participação de Domênico Massareto, Diretor de Inovação do grupo TBWA, batendo um papo com os convidados sobre criação e inovação. "É com muita alegria e orgulho que celebramos esses cinco anos de empresa. Superamos grandes dificuldades nesses últimos anos de incertezas políticas e econômicas sem nunca perder a essência do que acreditamos: boas ideias funcionam. Em nome da equipe e dos meus sócios, Rogério e Danilo, quero agradecer a todos que, de alguma forma, fazem parte desta história". Comenta Gustavo Patrício, diretor de criação e sócio fundador da Yellow Monkey.

17 Anos da TV Vitoriosa
No dia 30 de setembro, a TV Vitoriosa comemorou seu 17º aniversário de atuação no mercado, em comemoração, a emissora desenvolveu um novo logotipo, mais atual e padronizado com o do SBT. Além disso, colocou no ar o novo site,www.redevitoriosa.com.br, uma forma de apresentar a TV Vitoriosa de maneira mais dinâmica e moderna para o público que está no mundo digital, além de apresentar as ações que são desenvolvidas pela emissora.

sexta-feira, 11 de março de 2016

Queria contar histórias como as de Renato Cabral

Definitivamente eu ainda não sei como eu não escrevi nada sobre Renato Cabral aqui no blog RP e PP. Pois bem! Muita gente sabe que sou mineiro, de Uberlândia e algumas outras sabem do potencial que essa cidade tem quando o assunto é comunicação. Minha cidade movimenta um mercado interessantíssimo, que é o de propaganda, principalmente com as produtoras, estúdios e agências de comunicação locais, com materiais premiados no Brasil todo. 

Um dos caras que levam Uberlândia na case é o Renato Cabral, especialista em direção de branded content, ações web, clipes e documentários e premiado em vários festivais. Conheci seu trabalho quando eu ainda era estagiário (não faz muito tempo - uns 5 anos atrás). Me lembro de ler muitos textos dele e, naquela época, eu o via como redator, dos melhores!   

Deixando o lado técnico de lado, hoje, me redimindo do erro de nunca ter escrito uma linha sobre o trabalho do Cabral, quero falar sobre a vontade que tenho de contar histórias como as que ele conta. São inúmeras! Não sou amigo do Cabral, nunca fui a nenhum churrasco ou participei de nada que ele estivesse presente, mas, sou seguidor assíduo das coisas que ele produz, seja escrevendo nas revistas da cidade, no seu perfil pessoal do Facebook ou nos seus vídeos que são verdadeiras obras primas. Storytelling puro e verdadeiro!

Depois de assistir: A Vida Que Você Escolheu, um curta sobre motivação; Entre Gigantes, uma história de superação com uma narrativa de tirar o fôlego; Uma Prece Para o Céu, uma história sobre vida, amor e milagres, entre outros, a gota d'água que me fez escrever o post de hoje e falar um pouco sobre a minha admiração foi o seu último filme "A Menina da Gaiola". 

Frame retirado do Filme: A Menina da Gaiola - Renato Cabral

Trata-se de uma história de vida linda, narrada por uma menina de 15 anos, a Ana Clara, que foi diagnosticada, ainda pequena, com amiotrofia muscular esquelética e teve, pelos médicos, a expectativa de vida estimada para os 2 anos de idade. O filme é dedicado aos pais e mães que lutam pela cura dos seus filhos e conta com imagens, trilha sonora, closes, texto e emoções que nos fazem sentir a verdade, o sofrimento, os medos e, acima de tudo, a vontade de Ana Clara em continuar buscando o próximo dia. Assista e veja o que eu estou falando!


Informações

Roteiro, montagem, fotografia e direção: Renato Cabral
Texto e atuação: Ana Clara Moniz
Trilha sonora: Caíque Silveira
Assistência, câmera 2 e áudio direto: João Mota
Desenho de som, tratamento final e locução: A Voz da América

Onde encontro os outros filmes do Cabral?

Renato Cabral - Foto - www.oruminante.com.br

Canal no Youtube: Oruminante Renato Cabral
Canal no Vímeo: Oruminante

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Merchandising! Será que isso está realmente errado?

Não é de hoje que o RP e PP fala sobre o que dá errado na comunicação, não por pirraça, nem por gostar de ver as marcas se estabacando, mas, para ajudar você, comunicador ou futuro profissional de comunicação a não cometerem os mesmos erros. Hoje, vamos falar de um problema (mais um, mais um, mais um!!!) que aconteceu com a marca Reserva. Poxa, mais essa!

A grande questão é: Será que isso está realmente errado? 

Após colocar em exposição os seus famosos manequins pretos (sempre foram utilizados nessa cor pela marca), de cabeça para baixo, a marca pendurou os seus manequins de ponta cabeça em suas lojas. Veja só!

Liquidação Mini Reserva

A foma de exposição dos manequins gerou uma revolta gigante nas redes sociais. Não vamos entrar aqui no mérito de perguntar: E se fossem manequins brancos? Realmente não é essa a questão! Existe uma coisa em comunicação que se chama "Distorção Seletiva". O que é isso?

Bom. "Distorção Seletiva" é a tendência de informações serem interpretadas de acordo com desejos, experiências, preconceitos e repertórios particulares. Dessa forma, o indivíduo reforça os seus preconceitos em vez de contrariá-los. Neste caso, ao passar por manequins pretos, as pessoas fazem alusão aos maus tratos, escravidão, preconceito racial, ou seja, tudo que existe de ruim em torno do assunto. 

A mensagem é clara!

Por mais que você diga que é errado fazer isto, que a marca errou por colocar algo tão "desapropriado" em exposição, a grande sacada é que não existe um ataque por parte da grife (não desta vez!). Talvez por já ter sido alvo de outras trapalhadas, o capital reputacional foi gasto e toda ação será encarada como uma forma de preconceito ou então, por ter como dono o apresentador Luciano Huck isso dê mais "IBOPE". Mas, uma marca preconceituosa? Como assim? 

Já parou pra pensar que a Reserva precisa vender? A mensagem "Liquidação Mini Reserva" é clara, também está de cabeça para baixo, até a aplicação da marca em alguns locais também se faz dessa maneira e os manequins são pretos desde sempre.

Poxa! Será que estamos vivendo numa era de chatices, moralismos, busca pelo politicamente correto e "Distorção Seletiva"?

Talvez tenhamos que rever o nosso jeito de olhar para as coisas e, definitivamente, sermos menos preconceituosos. Muitas vezes o preconceito não está na comunicação. Que tal pensar nisso?

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Acabou Jéssica? Os principais tópicos de 2015 para o RP e PP

De primeira, gostaria de avisar que 2015 foi um ano confuso, porém, cheio de aprendizados. No blog RP e PP falamos sobre muitas coisas em torno da comunicação e municiamos os nossos leitores com materiais relevantes, provocativos e, acima de tudo, sem fugir da essência principal deste canal, que é ter textos leves, rápidos e de alto valor. Não sou eu quem estou falando, foram os leitores que disseram! 

Este ano foi o reinício de uma jornada que começou em 2011 e que eu me propus a fazer algo diferente pelo blog, pelos leitores. Voltei após uma conversa com uma leitora que me pediu para voltar e me senti na obrigação de fazer isto depois de ver o RP e PP na barra de favoritos de algumas pessoas. Voltei, principalmente por precisar exercitar com mais afinco, a minha condição de Relações Públicas. Juntar pessoas!


Em 2015 tivemos grandes matérias sobre comunicação, sobre conscientização da importância de fazer planejamento, matérias sobre erros de cálculo de grandes empresas, cobertura e participação em eventos por esse Brasil (coberturas pelo Twitter do RP e PP também) e grandes entrevistas com profissionais renomadíssimos, verdadeiros gênios da comunicação, e isso foi maravilhoso.

Como não se lembrar da matéria que fizemos com o Cristiano Santos, Social Media da Editora Globo! Em uma matéria linda sobre o LinkedIn. Ou então, sobre o Snapchat, uma rede social que ganhou força este ano e que ficou mais fácil de ser entendida na entrevista feita com a especialista Amanda Oliveira. Não paramos por aí e ficamos muito curiosos para saber como uma das startups de maior sucesso no Brasil faz para surpreender os seus clientes, para isso, falamos com o Rodrigo Stoqui, da Sambatech. Batemos um papo muito produtivo, sobre propaganda, com os publicitários premiadíssimos em Minas Gerais, Daniel Labanca e Beto Gussoni. E para fechar este tópico com chave de ouro, falamos com Washington Olivetto, não acredita? Veja aqui!

Poxa! Esse ano foi bem conturbado também...

Tivemos confusões enormes! Quem não se lembra da treta com Zeca Camargo? E a grande repercussão sobre o caso de discriminação na Me Gusta? Entrevistamos o Luís H. Deutsch, responsável pela comunicação da Me Gusta Picolés Artesanais. Outra que entrou para a história e será estudada em Harvard, é a jogada de marketing mirabolante do Burger King. O RP e PP fez uma análise sobre o case! Bom, foram tantos os momentos, que selecionamos apensas os mais repercutidos por aqui.

E não é que também demos muitas dicas por aqui?

Pois é! Falamos sobre Relações Públicas e as nossas possíveis atuações em agências de marketing. Demos alguns toques sobre a crise em uma pequena lista de coisas que você precisa saber para sair dos momentos de pouco recurso! Falamos também sobre publicidade em um artigo rápido com "3 passos para se fazer propaganda no Brasil". Aproveitando esse clima de ano novo, falamos também sobre as principais características do profissional do futuro. Facilitamos as tomadas de decisões em um artigo sobre diagnóstico de marketing e desmascaramos o conceito de qualidade!

Foram tantos artigos bons, mas, acima de tudo, tantos resultados expressivos neste ano que o RP e PP voltou. Tivemos cerca de 55.000 acessos este ano, em uma média de 4.500 acessos mensais, várias citações do blog em outras plataformas, tivemos também entrevistas, palestras, coberturas. Um ano inesquecível para o RP e PP! 

Nós agradecemos, principalmente a você, leitor que confia no nosso trabalho. Nosso agradecimento também às agências de notícias que nos encaminham suas pautas sobre comunicação. Nossa profunda admiração a toda comunidade de comunicadores que se tornou uma fonte de grande valor para este movimento que fazemos, que é o de valorizar e reforçar o papel do comunicador.

Siga o RP e PP nas redes sociais. 


Ano que vem tem mais e com muita novidade por aqui e em outras plataformas! (suspense)

Continue com a gente em 2016!

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Um evento histórico que você amaria participar! Epicentro.

Simplesmente pelo fato de ter o objetivo de levar pessoas loucas, os bons malucos, para um lugar, mais precisamente para o alto de uma montanha e jogar em cima da cabeça de todos eles uma enxurrada de informações, ensinamentos, jeitos de fazer e mais da melhor maluquice de todas, que é ficar junto de mais gente louca, esse foi o Epicentro, um evento louco pra mostrar que as pessoas podem ser melhores!

O Epicentro é um evento sem fins lucrativos, realizado pelo grande Ricardo Jordão (Biz Revolution), que conta com um monte de voluntários que se desdobram pra deixar tudo certinho pros mais de 1.000 participantes e também conta com uma estrutura organizada e não-palestrantes. Sim!!! Não palestrantes! A ideia é ter gente que faz e trabalha para resolver problemas reais e que estão dispostas a mostrarem os seus conhecimentos e o jeito de fazer empreendedor, e não ter mais palestras com mais de uma hora de duração onde são mostrados slides com gráficos e dados com relevância duvidosa. *Só pra constar, as apresentações do Epicentro possuem duração de apenas 18 minutos.

Outra coisa que chama a atenção é o pré-evento. 

Antes do negócio todo rolar, muita comunicação acontece. Um App oficial do evento avisa sobre as movimentações e novidades do evento. Uma delas, foi o fato do empreendedor poder ter o seu cartão de visitas impresso para poder distribuir no evento (fiquei entre os 100 e o cartão ficou bonitão! Nada de papel molenga e impressão mais ou menos) e outra foi a inscrição para o participante poder subir em um caixote e falar sobre o seu negócio, seus sonhos, expectativas com relação ao cenário atual, sobre o próprio evento, sobre tudo! Eu, espertão que sou, me inscrevi em todas as coisas que eu podia e participei de tudo (menos do Epicentrinho, claro, que foi um evento a parte para a criançada criar, aprender sobre empreendedorismo e se divertir). 

Cartão bonitão impresso pela gráfica oficial do Epicentro

Veja só minha subida no caixote do Epicentro! "Sobe no Caixote"

Subi no Caixote do Epicentro 2015




As apresentações foram uma surpresa mais que agradável e o modelo lembra muito as palestras do TEDx pela curta duração e alto impacto, já que o apresentador precisa de uma destreza grande para prender a atenção e passar a mensagem com eficácia. Posso dizer que não houve apresentação ruim e todas tinham sempre um final que me espantava, seja uma frase, uma imagem ou, até mesmo, um choro emocionado. 


Recomendo muito o Epicentro, que é um evento inovador, com grande impacto na vida pessoal e profissional de quem participa, capaz de promover network com gente de todo canto, além de acontecer em uma cidade linda e maravilhosa que é Campos do Jordão e com um custo de participação considerado por mim, irrisório - apenas R$150,00 por dois dias inteiros de evento. Ano que vem já tem data pra acontecer, aí, fica fácil se programar! Dia 24, 25 e 26 de setembro de 2016.

Pra quem não foi este ano, as apresentações estarão no YouTube em poucos dias. A organização deixará tudo aberto, inclusive todas as pessoas que subiram no caixote... e teve cada mensagem legal que vale muito a pena assistir aos dois minutos de cada um. Só gente do bem e louca, claro!

Meu agradecimento também vai para o pessoal do Hostel Campos do Jordão que acolheu toda galera de Uberlândia que compareceu em peso nesse Epicento. Prometemos levar ainda mais gente no ano que vem pra esse lugar que é cheio de história, vida e beleza! (ô cidade pra ser bonita!).

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

O dia que o RP e PP entrevistou Washington Olivetto!

O cenário foi o Terceiro Fórum de Criatividade e Marketing organizado pela Associação dos Profissionais de Propaganda de Uberlândia (APP) e pelo Sebrae. A palestra desse ano, nada mais, nada menos, foi com o gênio da publicidade brasileira, Washington Olivetto, que é o mais premiado da área internacionalmente e está no hall das grandes personalidades criativas. Todos estavam esperando uma palestra genial e, se me permitem a opinião, os ouvintes saíram do centro de convenções, com uma bagagem que vai além da experiência profissional. 

Tudo começou, quando o jovem de 18 anos, Washington Olivetto estava dirigindo e um pneu furou. Sempre muito inteligente, porém, com péssimas habilidades motoras, o jovem resolveu que, ao invés de trocar o pneu, pediria uma chance para estagiar em uma pequena agência, bem em frente onde estava o carro. Na conversa com o dono da agência, o iniciante Olivetto disse: "Eu queria um estágio, porque o meu pneu furou aqui em frente e eu vou ser muito bom nisso! E essa é uma oportunidade única pro senhor, já que o meu pneu não costuma furar duas vezes na mesma rua".

Na palestra, Washington foi muito bem humorado, falou das premiações, da vontade de continuar escrevendo e criando grandes anúncios, comentou que as premiações o fazem se sentir velho, mas, frisou que não vão conseguir aposentá-lo! "Homenagens são homenagens, mas, o importante é trabalhar", disse. Além das conquistas, ele mostrou cases geniais e revelou algumas estratégias para fazer planejamentos e campanhas darem certo.

Quero compartilhar com vocês!

Proatividade!

Começamos com o tema central da conversa. Proatividade!

Faça! Tenha atitudes que demonstrem a vontade de fazer as marcas dos seus clientes crescerem

Washington citou, entre vários cases que envolveram atitude, um que se tornou recorde no Guiness Book, o Bom Bril. Em sua primeira campanha, em 1981, lançou o garoto propaganda desajeitado, porém, carismático, Carlos Alberto Moreno. Em uma ocasião, Olivetto teve a ideia de fazer uma propaganda que comunicaria a demissão do garoto propaganda, que era o maior sucesso na época e, em uma jogada proativa, trocou o ator por outro, por uma semana. A ideia era fazer as pessoas terem saudades do personagem com uma situação inventada. "Era uma coisa proativa. O cliente nem tinha pedido. Foi feito, foi um sucesso!


Outra campanha que coroou o trabalho de Washigton Olivetto, entre muitas, foi o anúncio de lançamento da Fnac, que ganhou o Leão em Cannes em 2002. O cliente não tinha uma verba significativa e decidiu não fazer comerciais de TV devido ao alto custo, além de não ser um lançamento nacional, porém, em mais um movimento proativo, o publicitário idealizou comerciais de baixo custo, porém, com impacto e linguagem universal. *Dá até uma raiva boa por não ter tido essa ideia!


Tornar a comunicação, parte da cultura popular!

Em uma busca por se diferenciar, desde sempre, Washington Olivetto sempre buscou mais do que um bom slogan e boas falas em um comercial. O grande esforço sempre foi o de tornar toda comunicação feita, uma cultura popular: "O primeiro Valisere a gente nunca esquece", "S de Sadia", "Tudo de BRA pra você", "Cachorro da Cofap", "Bom Bril".


Correr riscos e se manter sempre feliz!

Essa frase foi dita durante a palestra, pelo próprio Washington Olivetto. A ideia é ter coragem! Arriscar! Correr riscos, porém, ter sempre em mente os cálculos necessários. "Uma aventura pode ser louca, desde que os participantes sejam lúcidos!", completou. Outro aprendizado foi a felicidade. Olivetto disse que é importante se manter feliz e manter o índice de felicidade dos funcionários sempre em alta. "Eu prefiro administrar sob tesão, do que sob tensão!", disse em bom tom.

Foram muitos os insigths, campanhas, sucessos, prêmios e vivências citadas pelo grande Washington e, na coletiva de imprensa, eu, sem credencial, tomei a minha atitude proativa. Pedi! "Hei, eu preciso muito entrar aí e fazer as minhas perguntas!". E não é que aceitaram!?! Na coletiva estavam veículos respeitados e profissionais de muito valor e eu, um cara que tremia com o gravador na mão, mas, com uma vontade imensa de perguntar e beber, direto da fonte, um pouco mais da genialidade daquele cara! Foi tudo muito rápido. Entramos na sala, sentamos e logo a assessora de imprensa Fabiana Barcelos me chamou pra fazer a primeira pergunta. Um ótimo susto!

Washington Olivetto e Maurity Cazarotti

Então fiz.

Washington, você deixou bem claro que a proatividade é a principal virtude pra alcançar sucesso nesse meio da comunicação, mas, eu queria saber sobre outros passos e atitudes que o jovem comunicador precisa ter pra ser ou se aproximar do Washington Olivetto?

Ele me respondeu assim.

Bem, a primeira coisa até que eu recomendaria é não tentar ser um outro Washington Olivetto. Tenta fazer uma coisa com a tua cara! Tem um momento que é bom você ser influenciado e tal, mas, faz do teu jeito. Tem alguns pontos em comum que isso eu acho que vale pra todas as gerações e eu diria que é uma somatória de fatores que fazem um bom profissional de comunicação é a somatória de três fatores: Algum talento. Algum, não precisa muito! Alguma sorte e muita vontade de trabalhar! Esses três fatores fazem o profissional de comunicação.

Não satisfeito, perguntei sobre humildade e ambição!

Washington, você é um profissional muito parodiado pelos seus concorrentes (Normal, disse ele) e muito elogiado pelos profissionais que trabalham e que sequer trabalharam com você. Outra coisa que chama a atenção são os diversos prêmios que você já ganhou, não só no Brasil. Então, como administrar a humildade e as próximas ambições?

Ele me respondeu assim.

Tem várias coisas, olha, por exemplo, nesse monte de prêmio que eu já ganhei na minha vida, os que eu mais gostei foram: um que eu fui o primeiro jubilado do Marcas de Confiança, que eu ganhei três vezes seguidas e todas as vezes que se elegeu "O cara mais legal pra se trabalhar" eu ganhei. Todas! Eu aprendi, olha, eu tive uma sorte muito grande de fazer sucesso com 18 anos de idade, porque você fica bobo na idade certa, você fica deslumbrado e nessa idade fica menos ridículo. Sucesso profissional é muito bom e te dá umas coisas bacanas, tipo: ganhar algum dinheiro é ótimo, namorar uma mulherada bonita é ótimo, ser conhecido é ótimo, ir nos lugares é ótimo, mas, a melhor coisa que o sucesso profissional pode dar pra alguém é a possibilidade de ficar amigo dos seus ídolos. Eu tenho o privilégio de ser amigo íntimo dos meu ídolos. São de dentro da minha casa! E isso foi o que o sucesso profissional me deu de melhor e aí você não fica deslumbrado não. Outra coisa que eu, sempre muito esperto fiz a minha vida inteira foi, quando jovem, andar com gente mais velha e, agora mais velho, só ando com gente mais nova! Malandro não é? 

RP e PP Washington Olivetto e Maurity Cazarotti

E foi assim, cheio de graça e respondendo a todas as perguntas que ele me deixou ainda mais fã. Lógico que esse post é um marco pro RP e PP por ser um registro importantíssimo com um profissional de grande renome, mas, é apenas um pouquinho, mínimo, do que se passou no dia de ontem.

Agradeço muito a APP de Uberlândia, na figura do presidente Carlos Magno, ao Sebrae e a Fabiana, da Ares Comunicação, por me deixarem entrar, fazer as minhas perguntas (e eu ainda tinha uma sobre Relações Públicas nas premiações de Cannes kkk - polêmica! ), mas, foi muito bom. Um presentaço de aniversário antecipado!

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Você sabe que é opinião?

E não é que as pessoas estão, cada vez mais, agressivas!?! Fiz uma pergunta que pode ser respondida facilmente, basta procurarmos nas redes sociais, a todo momento, o movimento de agressividade e a necessidade de se combater a tudo e a todos. A primeira frase deste post é uma opinião minha, emitida por meio de uma percepção real, por fazer parte do meu dia a dia e por se repetir, todos os dias nas redes, logo, existe algum embasamento. Mas, o que você pensa pode ser o contrário e eu respeito, só não concordo!

Esses dias mesmo eu fiz uma postagem sobre um case de comunicação e descrevi, com a minha opinião, o que se passou. Fui aplaudido e vaiado! Normal!!! As pessoas tem posições e repertórios diferentes dos nossos. 

RP e PP Opinião


Opinião é o que você tem, por conceito, ou até mesmo pré-conceito, sobre determinada coisa e, nessa matéria, podem acreditar, os pensamentos são livres. Percebeu que eu disse pensamentos? Então! Pensar pra falar cai bem. Logicamente, pra tudo existe o bom e o ruim e isso já dá uma boa "guerra de opiniões" - música boa e música ruim, filme, artista, governo, inclusive, existe opinião boa e ruim, acreditem! 

Se comportar como um patrulheiro e sair atirando as suas opiniões por aí não vai te fazer um notável ser humano, até mesmo porque as pessoas estão cansadas de tanta opinião. Atacar não é uma forma mais positiva de fazer valer o que você pensa, então, tenha sempre a certeza do que está falando, pesquise muito e analise os cenários!


sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Comunicação, propaganda e nostalgia #1

E que é que nunca teve saudades? Um amor que já se foi, uma fase da vida que marcou, uma música, uma propaganda? Uma propaganda???

Poxa, mas é claro!

A propaganda é um instrumento transformador e que pode mudar o jeito das pessoas olharem para determinado produto ou serviço e, com uma visão bem romântica da coisa, posso te dizer que esse tipo de comunicação fica na memória e é nostálgico, no bom sentido, relembrar essas coisas. Pois é!

Me lembro como se fosse ontem...

Copa de 2002 Coréia e Japão. Acordar de madrugada pra assistir os jogos. Uma comoção total em torno do futebol brasileiro e toda atmosfera que envolvia a seleção com craques como: Ronaldo Fenômeno (que na época ainda era Ronaldinho), Cafu, Roberto Carlos, São Marcos, Rivaldo, Lúcio, Roque Júnior, Ronaldinho Gaúcho, Denilson e outros grandes (o post não é pra lembrar a escalação toda, mas, tem nesse link aqui).

Brasil X Alemanha 2002

Outro destaque da copa foi (e sempre é) a propaganda! Meu deus, como essa época é boa e cheia de comerciais geniais. Eu imagino que o budget é investido sem dó nem piedade (risos) e toda criatividade é posta à prova e, por isso, sai tanta coisa boa (e sai coisa ruim também, mas, hoje não é o caso).

Queria lembrar e puxar na sua memória a propaganda da Brahma. A tartaruguinha! Criada pela F/Nasca, que foi considerada a agência do ano no Festival de Cannes, mais precisamente uma criação de Fábio Fernandes. Era um mascote simples, quase sem falas (Ihhhhhhhh - uma provocação corriqueira em rachões, após aquela caneta inesquecível), era inusitado e chegava a ser non sense, porém, tinha um carisma gigantesco e um alinhamento genial com a proposta da marca. Vamos relembrar!

Tátaruga né!


Gostou da nostalgia de hoje? Então manda a sua propaganda preferida também. A gente faz aquela resenha bacana e fala sobre ela. Deixa sua sugestão aí nos comentários e coloca também o link do comercial. Recordar e viver!



*Meu agradecimento ao sempre prestativo, contribuinte deste espaço e criador da marca deste blog Hudson Viana, que mandou o seu momento nostálgico pra mim. Valeu carinha que mora logo ali!

terça-feira, 4 de agosto de 2015

A importância de se apaixonar!

Esse artigo não é uma poesia, mas, bem que poderia ser, já que sou adepto da rima, porém, tenho que me conter (rimou). Com essa rima rica e com esse "jogo de palavras jogadas" é que eu inicio o post de hoje do RP e PP, que vai falar sobre paixão, alegria, estilo e muita vontade de fazer acontecer um sonho que começou em 2010. O sonho de ser reconhecido pelo meu trabalho!

Tudo começa em 2009, quando passo no ENEM e consigo bolsa para o curso de Propaganda e Marketing, em Uberlândia. Logo de cara, vi que comunicação era a minha praia! Em 2010, quando eu estava no terceiro período do curso de Propaganda e Marketing, na ESAMC Uberlândia, eu, influenciado por uma amiga, entrei em uma matéria de RP - Comunicação Interna! Influenciado, mais uma vez, por gente boa, dessa vez, pela professora e minha guru, Adriana Sousa, eu abri esse canal de comunicação que você está lendo, o RP e PP, e aí eu não parei mais! 

Congresso Mega BrasilEm 2010 eu ganhei um concurso do site Mundo RP, do grande RP, Rodrigo Cogo. Esse concurso me levou para cobrir o maior evento de comunicação da América Latina, em São Paulo, o Congresso Mega Brasil. Nesse evento conheci gente do país inteiro (e de fora também), fiz amizades e guardo tudo que fiz com muito carinho.


Por quatro anos consecutivos o RP e PP foi eleito, por pessoas do país inteiro, um dos 100 melhores blogs pessoais de comunicação do Brasil, pelo site Top Blog e indicado por outros blogs como um canal de referência no assunto e isso me deixava ainda mais apaixonado pela escrita, pela comunicação e pelas pessoas. Por causa do RP e PP eu viajei, dei palestras, ministrei oficina em uma semana internacional de comunicação, trabalhei em uma grande empresa, estou empreendendo, conheci pessoas e consegui o reconhecimento de profissionais que eu sempre admirei. Uma vez, entrevistando o professor Paulo Nassar, Diteror-presidente da Aberje, pela rádio Mega Brasil, ele disse que conhecia meu trabalho e isso foi motivo pra eu guardar aquele momento para sempre. 

Semana Internacional de Comunicação


Nesses anos, entre indicações, entrevistas para outros blogs que admiro tanto e as andanças do dia a dia, eu não parei! No começo desse ano eu comecei a dar aulas para o curso de Relações Públicas, na faculdade que me formou, a ESAMC. O semestre vai começar e eu já estou ansioso para a primeira aula. Tudo isso me movimenta! A ansiedade de colocar o próximo artigo no ar, dar a próxima palestra, a próxima aula e toda a sensação de missão cumprida que isso promove dentro de mim é sensacional. 

Adeus Golfinho Feio - Guilherme Alf
Nessa semana, ao ler o livro do Guilherme Alf, Adeus Golfinho Feio, lançado neste ano, eu fiquei muito feliz e surpreso ao mesmo tempo. Na verdade, quase caí da cadeira! Vi que, este blog que você está lendo foi citado. O RP e PP está em um livro, cheio de gente boa, fazedora, engajada e apaixonada pela profissão. Só tenho a agradecer! 

A paixão pelo que fazemos é o termômetro que indica o tamanho do nosso sucesso. Não se apaixone e a chance de vencer diminui para níveis catastróficos. Ame, faça, se relacione, compartilhe o que sabe e, acima de tudo, nunca deixe de acreditar.   

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Como fazer propaganda no Brasil? Um artigo rasteiro sobre a propaganda feita no seu país.

Venho notando uma fórmula parecida na maioria dos comerciais feitos na terra do samba. O nosso Brasil varonil! Pensei comigo, após vários comerciais assistidos: Tem espaço pra um tutorial aí! Bom, sem querer ser chato, mas, existem três elementos que, se utilizados com nexo, fazem qualquer propaganda. Veja só!


Problema!

Geralmente, quando você precisa de um produto ou serviço é porque você está com algum problema (necessidade ou desejo). Na propaganda atual, todo problema é mostrado de maneira intrínseca, ou seja, sem mencionar ao certo o que o produto ou serviço faz pelo consumidor. Trocando em miúdos, o problema necessariamente é mostrado junto com a solução, de maneira imperceptível para os olhos do consumidor. *Guarde essa informação para os exemplos que virão a seguir!

Piadinha!

Esse é o ponto que eu queria chegar há tempos! Nós sabemos que o brasileiro é um povo de extremo bom humor e que leva este elemento como curva de valor para escolher esta ou aquela marca. Traduzindo: quem conta uma boa piada é lembrado! Porém, nem sempre se lembrarão da sua marca, mas, a piada, com certeza será contada naquela roda de amigos (Você viu aquela propaganda nova com aquela mulher, a Verão, que os caras fazem ela ir e voltar pegando cerveja???? Todo mundo sabe! E a marca???).

Assinatura!

Esse é um elemento superimportante em qualquer propaganda que se preze. A assinatura é a marca patrocinadora da ideia. A dona do espaço. O que realmente deve ser lembrado. Porém, temos uma briga imensa nos dois primeiros quesitos acima e um mar azul a ser desbravado quanto à concorrência neste último item. O motivo? Bem! Talvez as premiações não sejam dadas para quem tem a melhor assinatura.

Veja alguns exemplos onde temos os três passos: problema, piadinha e assinatura. Vou citar casos recentes.

Seara. Com um belo trocadilho feito utilizando as letras S e A. O objetivo foi provocar o concorrente. Venda e necessidade do consumidor em segundo plano. Meu Deus! Milhões gastos pra isso.


Perdigão. Evite surpresa, vá na certeza! Poxa. Uma briga de egos comprada em rede nacional para vender presunto. Mais uma piada. Esta, sem nexo algum, onde Luciano Huck e sua amada Angélica (que não come presunto) aparecem nos filmes falando com vozes de criança. Provocativo, não!? Quase me mato de tanto rir, ou melhor, não sei se racho o meu bico ou se vou correndo comprar presunto.


Itaipava. Essa já virou um clássico que envolve o mal gosto de piadinhas machistas. Realmente o produto é deixado, mais uma vez, em segundo plano.


Ainda tenho muitos exemplos de piadocas mal contadas, porém, quero deixar claro que esse tutorial pode dar certo se tudo for equilibrado. Veja alguns exemplos de boas piadas que possuem ligação com suas respectivas marcas.

Posto Ipiranga. O problema é citado a todo momento pelo viajante (nesse filme, os viajantes foram Fernando e Sorocaba) e o homem hospitaleiro responde a todas as perguntas com a mesma resposta: Posto Ipiranga! Neste filme a dupla procura Diesel pro caminhão, lugar para tomar banho, descansar e, ainda, procuram um plus: desconto em cinema, futebol. Magistralmente, a piadinha vem. Rápida e ligeira como um foguete e a assinatura no fim do filme.

 

Vivo. A outra boa sequência de piadas e venda de serviços é da operadora Vivo. Nos roteiros, esses três elementos aparecem ainda mais latentes. O problema é vivido na pele pelo famoso (neste filme, o cantor e casamenteiro, Fábio Jr.) que reclamado sinal do seu celular. O ruivo vem com a solução: "Vivo Tudo - Internet, SMS e a internet é 4G" - que é a fala universal para todos os filmes. No final, um reforço da oferta e a assinatura.



Você tem mais alguma propaganda nesses moldes para compartilhar com a gente? Você pode fazer isso colocando o link ou comentando aqui em baixo. Lembrando que esse foi um artigo rasteiro! Ou seja, tínhamos muito mais para colocar por aqui: Tigre, Amanco, Skol, Nova Skin, Volkswagen, Fiat, Bauducco, OLX, Bom Negócio... e por aí vai! 

Espero que você tenha gostado. Se gostou, pode compartilhar este tutorial rasteiro com aquele seu amigo publicitário ou aspirante/estudante.


quarta-feira, 27 de maio de 2015

A propaganda como ela é! Um bate-papo com Beto Gussoni e Daniel Labanca

Por qual motivo, razão ou circunstância, um indivíduo escolhe fazer o curso de Publicidade? Será que a possibilidade de ter grande a ideia e o glamour publicitário é o que realmente seduz? São tantas as perguntas que eu fui atrás de dois caras que são referências pra mim e para o mercado publicitário, inclusive com trabalhos premiados em festivais importantes, espalhados pelo Brasil.

Um deles é o Daniel Labanca, publicitário com 15 anos de mercado, Diretor de Cena premiado em 2014 nos Profissionais do Ano da Globo e sócio-proprietário da Sanfona Filmes. O outro é o Beto Gussoni. Publicitário desde 1974, sócio-diretor de uma das agências mais respeitadas e premiadas do cenário da comunicação mineira, a R&B Propaganda e inspiração para muitos profissionais da área.

Perguntei para os dois sobre a escolha do curso de propaganda. Pedi dicas para esclarecer as dúvidas de quem está prestes a fazer essa escolha, pra quem ainda não escolheu e, até mesmo, para aqueles que estão cursando uma faculdade, mas, ainda não se acharam ou não possuem experiência de mercado.

Entrevistei os dois à distância, mas transformei o artigo de hoje em um bate papo, quase que caseiro! Veja o que eles falam sobre o tema. Espero que você goste!

Falando sobre carreira e competências, Daniel Labanca (foto) contou que a escolha da publicidade deve se embasar na identificação pessoal e gosto por situações vastamente encontradas no dia-a-dia da área como: desafios, planejamento, inovação, comportamento humano e criatividade. "A área não é recomendada para quem goste de rotina, padrões ou trabalhos individuais", disse.  



Perguntei pro Beto Gussoni (foto) quais as principais dificuldades nessa profissão e a categoria tomou conta da resposta. Ele disse: "Prefiro chamar de desafio, porque aí dá mais vontade de superar. E nesse sentido não dá pra deixar de citar aquela velha companheira sensação de estar sempre correndo contra o tempo. É. O famoso prazo (ou a falta dele) segue como o desafio número 1 e junto dele, senão, o motivo dele, a velocidade em que precisamos nos manter atualizados para acompanhar as mudanças e tendências que envolvem nossa área (e são muitas mesmo). Claro que, com comprometimento e antenas alertas, tudo sempre acontece como planejado.

Sobre esse ponto de vista, Daniel Labanca comentou: "Durante muitos anos a área da publicidade foi retratada por quem está de fora com muito confete e estrelismo, usando-se da impressão de glamour que envolve a mídia, a comunicação e a associação que se faz desse universo com ser bem sucedido. Mas na prática se tornaram bem sucedidos na área aqueles que souberam usar os elementos e ferramentas oferecidos na comunicação para preencher anseios e necessidades do comportamento humano, sejam essas necessidades o comer, vestir, usar, possuir ou simplesmente o status de se sentir pertencente a determinado grupo da sociedade".



Falando em glamour, que é sempre um paradoxo, pelo menos nessa profissão, eu perguntei para o Beto se isso realmente existia. Ele disse: "Só depois de trabalho duro e muito suor. Porque é consequência mesmo. Quem faz bem feito acaba aparecendo, vira referência nisso ou naquilo. Aí tem as premiações, lançamentos. Então, para o bem ou para o mal, publicidade expõe bastante os profissionais. Por esse ponto de vista, sim, pode-se dizer que há certo glamour. Mas é um glamour pago com horas e horas mal dormidas, corridas contra o tempo, litros e litros de café. Muitas vezes a gente não é dono do nosso tempo".

Beto Gussoni frisa que, como a maioria dos profissionais, o publicitário tem que ser dedicado, criativo e preocupado em trazer soluções para o cliente. "O reconhecimento vem atrás", completa.

Agradeço demais a participação desses dois caras que são espelhos de profissionalismo pra mim e, apesar de toda ocupação tiraram um tempinho pra falar comigo sobre esse tema. Gostei muito! Espero que você tenha curtido também.

domingo, 9 de setembro de 2012

O Publicitário


Numa terra onde tudo ficou fast, ninguém investe, não existe teste e o cliente é cafajeste, o publicitário, glamouroso de outrora, trabalha até às 3:00 e apresenta sua nova campanha. Mais uma com orçamento base zero! (Traduzindo: Cliente sem grana).
Com mais de oito layouts em baixo do braço, barba na cara (logicamente) e com a esperança de que a refação não acontecerá. Mera ilusão!
Os defeitos sempre aparecem. A marca do cliente é verde, seguimos a lógica normal das cores em toda a campanha, utilizamos as cores complementares, mas, quem disse que o freguês segue a psicologia das cores?  E voltamos para a agência, onde o diretor de arte está com tanta raiva, que compara o job com um parto de jumento (duro, difícil, barulhento, irritante, que não sai nunca). Definitivamente, o publicitário sofre.

Creio que o motivo, pelo qual, nossos pais, irmãos, avós e amigos (que não são publicitários), não saberem o que fazemos é justamente esse! Não temos tempo de explicar. Ficamos até altas horas debruçados nos nossos MacBooks, comendo nossos Mc lanches, cercados pelos nossos quadros em Pop Art, ao som de muita música difícil e desconhecida, logicamente tocando em nossos Ipods, Ipads, Iphones... Ai ai... mas que inspiram a gente madrugada a fora

Veja como se sair bem na apresentação de um job (Isso nunca acontece)!!!!
Imagens meramente fictícias...

Filme: O Mercador de Ilusões (filme que publicitário gosta de ver, poque é Vintage)
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O publicitário, na verdade, é um vendedor. Um mercador de ilusões, uma pessoa que vende mudanças de hábitos, vontades, mas, que as pessoas acham ser os diretores dos comerciais de TV, os desenhistas dos anúncios da revista Veja, os animadores que falam de coisas boas (TekPix, Top Term, Cogumelo do Sol...) e que simplesmente são aqueles misteriosos seres que amam o que fazem, mas gaguejam sempre quando vão explicar o seu próprio core business. São pessoas dóceis, nascidas no planeta terra, diurnos, noturnos, sem hora, sem eira nem beira... 
Premiados ou não, adoram o sorriso de aprovação de um cliente e o ROI positivo, amam abrir seus PowerPoints com a marca de suas empresas e  idolatram a ideia de ganhar prêmios para continuarem sendo glamourosos, mesmo sem nenhum glamour real.
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domingo, 8 de janeiro de 2012

Domingão Papelão


Para alegria da grande maioria, o Domingão Papelão está de volta com algumas pérolas da propaganda mundial e eu arriscaria dizer que as que vamos apresentar aqui hoje são totalmente internacionais.


A primeira chega com o status internacional do treinador Joel Santana, que ganhou fama de falar inglês "cariocado", e que por essa mesma fama adquirida, vem para o Domingão Papelão junto com a Pepsi, marca que soube aproveitar muito bem as características do treinador, que além de ser "bilíngue", também é um cara bem humorado. 

Pode to be?



O próximo papelão desse domingo vai para uma cidade internacional, que é, Ducks Mine, ou Patos de Minas para os mais íntimos. A propaganda é da Patos Lubrificantes, que é um auto-center, e agora, mais do que nunca, está famoso por tentar fazer uma propaganda dizendo que não faz propaganda, por achar que propaganda é coisa enganosa. Sem falar que existe um trocadilho com a expressão "troca de óleo" muito das... Achou confuso? Veja só!



Você pode mandar um link de propaganda ou ação que foi um verdadeiro papelão pra gente no twitter @blogrpepp, no facebook clicando aqui ou ainda pelo e-mail blogrpepp@gmail.com. Mande também suas sugestões, críticas, ou seja, tudo o que você achar legal e que caiba nos assuntos de Publicidade e Relações Públicas.


Que papelão!

domingo, 4 de dezembro de 2011

O Publicitário


Está de volta, especialmente hoje, a coluna que ninguém nunca leu, porque não é lá essas coisas mesmo! Hoje, dia Mundial da Propaganda, dia em que comemoramos a vontade de que tudo melhore nesse campo, que a criatividade seja benéfica, que nossos clientes sejam bonzinhos, que as agências sejam templos da calma é do futuro promissor de qualquer negócio, que os populares palpiteiros ou mais conhecidos como "FLANELINHAS DE LAYOUT" sejam abençoados nesse dia.


A coluna O Publicitário de hoje é um oferecimento de Lugar Nenhum e Pastelaria do Corintiano, pois sem apoio não vamos a lugar algum!
Especialmente hoje, o RP e PP brinda o dia Mundial da Propaganda com uma homenagem feita pela produtora do grande professor e diretor de cena Daniel Labanca, a Cinefilmes! Vi esse comercial em primeira mão (Junto com Franklyn Nascimento, Hudson Viana e Fernando Oliveira, todos publicitários em formação) e nada mais justo que compartilhar com você, leitor do RP e PP!



Comercial: Palpiteiros 
Produzido por Cinefilmes Incríveis
Direção de cena / fotografia: Daniel Labanca
Imagens: André Joe
Assistentes: Rafael Pavão / Washington Pinheiro
Produção: Mariana Cicci
Montagem: Fábio Ramalho
Finalização: Diogo Marra
www.cinefilmes.com.br

Propaganda é a alma do negócio

segunda-feira, 27 de junho de 2011

FIAT - Storytelling na Propaganda



O Storytelling é uma ferramenta que preza pela história, pelos detalhes dos acontecimentos, tudo para que o material seja relevante, simples e verdadeiro. Como dizemos na nossa postagem com o Rodrigo Cogo, o storytelling tem como característica a simplicidade, a mostra da emoção, com as lágrimas, os pigarros, os soluços e tudo que os sentimentos podem mostrar.


Este vídeo abaixo, é uma produção da AgênciaClick Isobar, que mostra a história do seu Zio, um homem que durante 7 anos, juntou R$34.000,00 em moedas de R$1,00 para comprar um Fiat Uno. A intenção era comemorar seus 50 anos de casamento e surpreender a esposa.
Observe que tudo é narrado pelo seu Zio e por quem realmente participou da história, mais uma característica do storitelling, onde os personagens, quase que em 100% dos casos são as pessoas que realmente vivenciaram os fatos.


quinta-feira, 2 de junho de 2011

Videozinho da semana


Johnnie Walker
Storytelling na Propaganda


Esse vídeo foi escolhido inspirado na palestra do Rodrigo Cogo no Congresso Mega Brasil. 
A história dessa marca é contada pelo personagem utilizando de elementos que fizeram parte da trajetória da empresa, sem deixar de lado o discurso com apelo emocional. Esse tipo de storytelling, na propaganda, fica cada vez mais comum, pois mostra um lado diferente do promocional, que pode ser muito mais atrativo.




quinta-feira, 31 de março de 2011

Propaganda Antiga X Propaganda Nova


Baseado em uma discussão levantada pelo professor Daniel Labanca, o RP e PP vai discutir nas próximas linhas sobre as "antigas" e as "novas" propagandas.
Muito se ouve falar que a propaganda não tem mais a mesma magia, e que a propaganda antiga ou o velho comercial era, pelo fator criatividade, melhor do que os que assistimos hoje. Alguns, mais experientes se lembram que o espectador sabia a hora que o comercial entraria e assim esperava para assistir, como se fosse um programa da grade normal da emissora.

  Propaganda creme dental Kolynos


Compartilho da ideia de que a comunicação muda, ou deveria mudar, de acordo com o rítmo de mutação da sociedade. Hoje, com a agilidade imposta pelo dia a dia, a propaganda tem falado com muita rapidez por existir maior apelo varejista, tendência que tende a crescer cada ano mais.
Provamos com isso que a propaganda é o espelho de uma sociedade, pois, para que se faça uma peça, temos que estudar o público para qual ela se destina, quais os horários mais apropriados para atingi-la, o formato correto, a mensagem, os apelos... e por aí vai.






 Merchandising do produto Phytovein no Programa Pânico






Com isso, chegamos a conclusão de que não existe propaganda velha ou nova, antiga ou contemporânea, ou o que quer que seja, e sim existe uma mudança de hábitos na sociedade que às vezes não permite parar para ver, ouvir ou ler algum anúncio.

Talvez com o passar dos anos, as pessoas ficaram com menos paciência e mais estressadas com seu volume de trabalho e com isso o conteúdo propagado não tem surtido o efeito de antes. 
Uma saída cada vez mais utilizada para driblar essa falta de paciência é a migração do anúncio para dentro dos conteúdos, o famoso merchandising, popularmente conhecido como "Merchan", onde as empresas anunciantes diminuem o risco da mudança de canal e abrem espaço para que o ouvinte ou espectador se simpatize pelos seus produtos, uma vez que são utilizados pelo personagem do momento ou pelo locutor preferido.


Faça "Merchan" do RP e PP 




domingo, 16 de janeiro de 2011

Trilhas Sonoras na Propaganda


Falamos em uma das nossas postagens anteriores sobre o poder das imagens em anúncios e o quão chamativo esse recurso é. Imagine agora essas figuras, as tais imagens que valem mais do que mil palavras, associadas a trilhas sonoras, isso pode mexer ainda mais com o imaginário do público e nos fazer perguntar a nós mesmos se aquela propaganda seria a mesma sem aquela música ou efeito sonoro. 

Faça uma viagem dentro de você e pense que para quase todos os momentos, temos uma trilha sonora: o primeiro beijo, aquela festa inesquecível, o encontro entre amigos ou até mesmo aquela batida ouvida no meio de milhares de pessoas. Agora imagine esses sons ligados a uma marca. Isso faz com que você enquanto consumidor viaje até aquele momento feliz e associe essa marca na sua vida como algo positivo, mesmo sem ter experiências com essa marca.

O mesmo acontece com os sons que tomamos como negativos: trilhas que nos acompanharam em finais de namoro, perdas de entes queridos ou até mesmo ritmos, cantores ou bandas que não gostamos. Vejam que as ligações podem ser feitas de acordo com os gostos e sensações e a importância de uma trilha sonora aumenta nesse momento, podendo ser determinante na fixação da mensagem na mente do cliente.

Quem não se lembra da propaganda do Guaraná Antártica, onde a pipoca era a principal estrela daquele anúncio?



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Da música que fez com que o mundo todo soubesse como era feito o big mac?

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Como não achar fofas aquelas crianças pedindo Danoninho no horário nobre? 


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Mas também temos trilhas sonoras que não agradam nenhum pouco, não vamos comentar aqui, pois isso pode cheirar à opinião isolada (Comente qual foi sua trilha negativa). 

Décadas atrás ainda tínhamos com maior frequência os jingles, que são peças publicitárias direcionadas para o rádio e contém músicas, que falam com o público de uma maneira mais intimista, fazendo com que o mesmo se aproxime mais dos produtos da empresa e dos seus serviços prestados. Temos casos que esses jingles se transformaram em verdadeiros hits e simplesmente ficam na boca do povo e assim como na TV também temos aqueles que são odiados ou simplesmente caem no esquecimento.






Não existe uma fórmula para a escolha de uma trilha sonora, assim como também não existe trilha sonora que venda produtos. Anúncios bem feitos, propaganda, não vendem produtos. 


Os esforços de comunicação são instrumento de incentivo ao consumo, as imagens, trilhas sonoras e outros recursos como: edição, efeitos especiais, entre outros, são artifícios utilizados para gerar esses incentivos.


Qual é a sua trilha
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